Escravos e rebeldes

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A HISTORIOGRAFIA RECENTE DA ESCRAVIDÃO BRASILEIRA

(p. 21) “Em 1988, os brasileiros comemoraram o centenário da abolição da escravatura, evento importante não só na história do Brasil, mas de todas as Américas”.
(p. 21) “O que veio depois nem sempre foi melhor pra os ex-escravos e seus descendentes, mas foi diferente”.
(p. 23) “O estudo da escravidão, porém, abrangia uma série de temas emétodos. O principal interesse de Freyre fora a repercussão dos escravos e de sua cultura na formação da família brasileira e, por intermédio dela, de toda a sociedade brasileira”.
(p. 24) “Os brasileiros, porém, não eram os únicos interessados na história da escravidão e das relações raciais no país. Em SlaveandCitezen, Frank Tannenbaum (Tannenbaum, 1947) recorreu a Freyre e outros acadêmicoslatino-americanos para propor uma profunda comparação entre os sistemas escravagistas da América do Norte protestante e os da América Latina Católica”.
(p. 24) “Tannenbaum presumia que as diferenças das relações raciais contemporâneas provinham diretamente da diferença entre os sistemas históricos de escravidão”.
(p. 29)“A nova historiografia da escravidão brasileira deixa clara a importância dese compreender a organização da escravidão e seu funcionamento tanto como forma de trabalho como sistema social e cultural (...)”.
(p. 29) “Tannenbaum e seus discípulos salientaram a importância das restrições civis e religiosas à escravidão na tradição ibérica, argumentando que o direito romano e a doutrina da igreja ofereciam um conjunto de princípios no qual o escravo era tido como pessoa emembro da sociedade, embora desprivilegiado”.
(p. 30) “O funcionamento da escravatura e suas consequências para o desenvolvimento econômico tem sido, há um bom tempo, questão de interesse primordial, como demonstram as sínteses de Caio Prado Jr. (1942), Frédéric Mauro (1983) e JurgenHell (1986)”.
(p. 31) “Um dos debates teóricos está representado pela obra de Ciro Cardoso e outros, sobre “abrecha camponesa”, o desejo e a capacidade dos escravos de cultivar e vender seus próprios alimentos”.
(p. 32) “A aplicação de técnicas de demografia histórica à questões da escravidão brasileira tem sido um dos avanços mais notáveis no estudo da escravidão”.
(p. 34) “Uma das ramificações do interesse na demografia da escravidão foi o renascimento do interesse na família escrava, antes descartadocomo praticamente inexistente”.
(p. 35) “É possível reconciliar a perspectiva nova e mais matizada da família escrava brasileira com as condições demográficas gerais negativas da escravidão brasileira devido às variações regionais e temporais”.
(p. 36) “Os estudiosos da família escrava no Brasil ainda não definiram até que ponto as normas da vida em família escrava expressavam uma realidadeautônoma ou eram incentivadas e moldadas pelos senhores, que lhes impunham sua própria noção paternalista de moralidade”.
(p. 38) “Os primórdios do trafico de escravos e seus ritmos subsequentes têm relação com a questão das fontes alternativas da mão-de-obra”.
(p. 40) “Evolução importante foi o crescimento de uma historiografia regional de resistência escrava”.
(p. 43) “Os historiadores têm seocupado bastante no exame da participação de escravos e pessoas libertas nas instituições da vida brasileira”.
(p. 44) “O papel dos negros livres como proprietários de escravos foi examinado por Vidal Luna (1981, 1986)”.
(p. 44, 45) “Os fardos da cor receberam muita atenção e cada vez se procuram mais suas origens, não tanto na escravidão propriamente dita quanto na posição das pessoas libertas nasociedade brasileira”.
(p. 46) “Marinho de Azevedo (1987) e Moritz Schwarcz (1987) abriram uma linha de pesquisa nova e rica sobre a percepção dos ex-escravos e sua aceitação como cidadãos (...) demonstraram que uma tradição profunda de racismo continuou existindo após a escravidão”.
(p. 50) “Se os quilombos são provas de escravos que procuravam liberdade fora do sistema, tem havido um uso cada...
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