Escola e educação

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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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Talvez a marca mais forte dos tempos atuais seja a instantaneidade.
Os homens têm pressa e buscam velocidade. Consideram lenta uma conexão que em 5 minutos traz as notícias de qualquer parte doplaneta. Já não sabem sequer esperar pelo domingo para ler o jornal de domingo: compram a versão distribuída no sábado. Seria mesmo o jornal de domingo? Não importa...
A mesma marca do instantâneo embuteo descartável: nada a conservar, para que consertar? Sem tempo nem para burilar os amores - conquistas feitas de detalhes, esculpidos em paciência e tolerância - até os afetos se descartam, gerandoum vazio que se contrasta com a quantidade de lixo que os materiais desprezados acumulam. É isso: o desprezo afetivo gera um buraco, a sensação ôca do nada, enquanto o desprezo material nos entulha deplásticos e garrafas que a natureza teimosamente guarda. Em comum, a capacidade de sufocar...
A falsa sensação de que os problemas são sempre os mesmos e, portanto, insolúveis, se contrasta com amultiplicidade de transformações que a tecnologia nos impõe. Repetimos os chavões explicativos, perdidos e ansiosos por soluções tão mágicas quanto definitivas, que nos deixem livres e desobrigados, quemsabe para viver a ilusão de descobrir tudo, em alguma parte do planeta, anunciado em possibilidade e travestido em desejo. Ao mesmo tempo, a ânsia por respostas verossímeis parece compensar ainsegurança coletiva de uma vivência tão fragilizada. Não há mais espaço para a ficção científica. Tudo parece possível.
Buscamos saber, lidando mal com a informação excessiva, disponível e duvidosa, quecircula pelas novas redes e fibras óticas. Há ainda os impressos, as ondas, os satélites e até os antiquíssimos contatos pessoais. Tantos dados e descrições, simplificados para sobrar tempo/espaço paraoutros tantos, vão deformando a realidade como na brincadeira do "telefone sem fio", tão antiga quanto as "certezas" que ninguém mais arrisca assumir. Ninguém? Não tenho certeza... Como escapulir de...
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