Escola cognitiva

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A Escola Cognitiva: A Formação de Estratégia como Processo Mental

"Srta.

Demby, traga

meus óculos de lentes cor de rosa. Não gosto da aparência

desta projeção".

"Eu o vejo quando
- Anônimo

acredito

nele."

S e estamos

realmente falando sério a respeito de compreender a visão estratégica e também de como as estratégias se formam sob outras circunstâncias,então precisamos sondar a mente do estrategista. Este é o trabalho da escola cognitiva: chcgar ao que este processo significa na esfera da cognição humana, utilizando em especial o campo da psicologia cognitiva. Esta escola tem atraído grande número de pesquisadores proeminentes nos últimos dez a quinze anos, trabalhando algumas vezes em associação a outras escolas (por exemplo, a doposicionamento, sobre cognição relacionada a grupos estratégicos [Reger e Huff, 1993; Bogner e Thomas, 1993J e a estratégias de alienação [Duhaírne e Schwenk, 1985]). A pesquisa de Lylc em 1990 sugeriu que esta era uma das áreas mais populares de pesquisa em administração estratégica. O corpo de obras que estaremos discutindo forma menos uma escola firme de pensamento e mais uma coleção solta de pesquisas queparece, não obstante, estar crescendo para se tornar essa escola. Se conseguir realizar suas intenções, ela poderá transformar o ensino e a prática de estratégia dc como os conhecemos hoje. Antes desta onda de trabalho, o que ocorria nas mentes dos executivos cra, em grande parte, uma incógnita. Os pesquisadores estavam mais preocupados com os requisitos para pensar e não com o pensamento em si,por exemplo, com o que um estrategista precisa saber. Agora, as perguntas são mais diretas. Mas continuamos distantes de compreender os atos complexos e criativos que dão origem às estratégias. Assim, os estrategistas são, em grande parte, autodidatas: eles desenvolvem suas estruturas de conhecimento e seus processos de pensamento, principalmente através de experiência direta. Essa experiência dáforma àquilo que cles sabem, quc, por sua vez, dá forma ao quc eles fazem, moldando assim sua experiência subseqüente. Esta dualidade tem um papel central na escola cognitiva, dando origem a duas alas bastante diferentes. Uma ala, mais positivista, trata o processamento c a estruturação do conhecimento como um esforço para produzir algum tipo de filme objeiioo do mundo. Assim, os olhos da mente sãovistos como uma espécie de câmcra: ela varre o mundo, aproximando-se e afastando-se em resposta à vontade do seu possuidor, embora as imagens que ela capta sejam consideradas, nesta escola, um tanto distorcidas. A outra ala vê tudo isso como subjetivo: a estratégia é uma espécie de interpretação do mundo. Aqui os olhos da mente voltam-se para dentro. focalizando a maneira pela qual a mente fazsua "tomada" sobre aquilo que ela vê lá fora - os eventos, os símbolos, o comportamento dos clientes e assim por diante. Assim. enquanto a outra ala procura entender a cognição como uma espécie de recriacão do mundo. esta ala acredita que a cognição cria o mundo. Observe a localização deste capítulo no livro: como uma espécie de ponte entre as escolas mais objetivas de design, planejamento,posicionamento c empreendedora, c as escolas mais subjetivas de aprendizado. cultura, poder. ambiente c configuração. Assim sendo, começaremos com a ala objctivista, pr irnciJ

ro O trabalho sobre viés cognitivo, isto é, o que as pesquisas nos dizem a respeito das limitações mentais do estrategista, a seguir sobre uma visão de processamento de informações da cognição estratégica e, finalmente, sobrecomo a mente mapeia as estruturas de conhecimento. Então nos voltamos para a ala subjetivista, de cognição estratégica como um processo de construção. Concluímos com observações a respeito dos limites da abordagem cognitiva como estrutura para explicar o pensamento estratégico.

Cognição como confusão Os estudiosos há muito são fascinados pelas pcculiaridades dc como indivíduos processam...
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