ergtretertre

2048 palavras 9 páginas
Há cinco anos, numa reunião científica onde foi apresentado um texto sobre a figura do ghost writer, uma docente de uma universidade bem conceituada pediu a palavra, na fase de debates. Desculpou-se por externar uma preocupação que era apenas marginal ao texto (a venda de monografias), ou seja, uma das modalidades do plágio acadêmico. E, em sua fala preocupada, transmitiu informações sobre a disseminação desse desvio por parte dos estudantes de sua instituição. Pouco a pouco, os presentes à reunião (docentes de faculdades e universidades) fizeram relatos, mais ou menos dramáticos ou desapontados, sobre experiências parecidas. A discussão que foi feita então produziu dois consensos, no nosso entender, ainda válidos: que o aumento dessa prática condenável está correlacionado à expansão da Internet, e que situações similares também existiram antes e, de modo paradoxal, eram mais difíceis de serem percebidas no ambiente pré-rede. Atuando na função docente, nessa época, recebemos uma resenha de livro muito bem escrita por um aluno relativamente ausente de um curso. E, como outros educadores versados nessa possibilidade, ao digitar uma frase do texto, entre aspas, num buscador na Internet, constatamos o plágio e invalidamos o trabalho. Como esperado, em função do aumento da população estudantil universitária e dos usuários de computador, a preocupação com o tema amplificou-se, nos últimos anos. Reportagens da imprensa (Folha de S.Paulo, 2006; Garschagen, 2006; Rabelo, 2006; Goulart, 2007) e textos de educadores (Oliveira, 2005; Silva, 2006) documentam e discutem essa situação, que não é só brasileira. Os textos chamam ainda a atenção sobre fraudes na elaboração de trabalhos acadêmicos inclusive no nível pós-graduado (Garschagen, 2005). Assim, docentes e instituições procuram precaver-se e estas criam procedimentos, visando coibir os plágios. A preocupação principal diz respeito, em parte, à quebra na relação de confiança entre educadores e educandos, base da

Relacionados