Ergonomia

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  • Publicado : 11 de março de 2011
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INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

INTRODUÇÃO:
A insuficiência respiratória aguda é uma das principais causas de internamento em unidade de terapia intensiva, sendo também responsável pelo elevado período de internamento, apresentando morbimortalidade elevada.

DEFINIÇÃO:
Podemos definir insuficiência respiratória aguda como uma impossibilidade do sistema respiratório em atenderaos seus objetivos primordiais, que são a manutenção da oxigenação e/ou ventilação do paciente e que se instala de modo abrupto. Como conseqüência desta anormalidade o sangue venoso que retorna aos pulmões não é suficientemente oxigenado , assim como o dióxido de carbono não é adequadamente eliminado.
Este quadro tem como expressão gasométrica: PaO2 < 50mmHg e/ou PaCO2 > 50mmHg ( compH < 7.35 )
No caso de patologia pulmonar crônica a presença de PaO2 < 50mmHg e PaCO2 > 50mmHg não é conclusivo de insuficiência respiratória aguda, pois a compensação renal da acidose respiratória crônica vai determinar um pH normal. Porém a acidose respiratória associado a um pH< 7.35 é imprescindível para caracterizar uma acidose respiratória crônica agudizada.

DIAGNÓSTICO:Como se trata de uma quadro extremamente grave e que esta pondo em risco a vida do paciente o diagnóstico deve ser rápido, preciso e as medidas terapêuticas normalmente requerem condutas rápidas e agressivas.
Sua expressão clínica mais importante é a dispnéia cujo surgimento, intensidade, rapidez e evolução fornece dados valiosos para o diagnóstico e tratamento. Outros sinais e sintomasdevem ser levados em consideração, como por exemplo a cianose que é considerada importante sinal de comprometimento respiratório. Devemos no entanto saber que o seu aparecimento ocorre na presença de no mínimo 5g/dL de hemoglobina reduzida no sangue. Concluímos portanto que em casos de anemia o grau de hipoxemia será bem mais acentuado para que ocorra a cianose. Diante de uma suspeita de IRpAdevemos lançar mão de: história, exame físico, Rx de tórax e confirmar o diagnóstico através de uma gasometria arterial (esclarece o diagnóstico assim como define o seu grau de insuficiência).


Sinais e sintomas mais freqüentemente observados:
SNC- Agitação, cefaléia, convulsões, tremores.
Respiração - Alterações de amplitude, ritmo, freqüência, padrão, apnéia.
Inspeção - Sudorese, cianose,uso de musculatura acessória.
Ausculta - Roncos, sibilos, estertores, ausência de murmúrio vesicular.
Hemodinâmica - Taquicardia, bradicardia, arritmias, hipertensão, hipotensão, parada cardíaca.

Diagnóstico Laboratorial:
O diagnóstico laboratorial mais simples é dado através da gasometria arterial, que associados a outros parâmetros ajudam a diferenciar as várias modalidades dehipoxemia.
1 - Diferença alvéolo arterial de oxigênio - D(A-a)O2. É dada através da equação do gás alvéolar
PAO2=FiO2(PB-PH2O)-PaCO2/R
Onde:
PB = pressão barométrica (760mmHg ao nível do mar)
PH2O = pressão do vapor d`agua (47mmHg).
R = quociente respiratório (0,8)
D(A-a)O2 = PAO2 - PaO2


2 - Relação PaO2/FiO2 .
Seu valor normal situa-se na faixa de 300. Sendo um parâmetromuito importante porque traduz de maneira rápida e objetiva o índice de oxigenação.

CLASSIFICAÇÃO:
Embora existam diversas classificações de insuficiência respiratória, a mais simples e a que leva em consideração o mecanismo básico da insuficiência respiratória que é:
PaO2 PaCO2 Mecanismo básico
Tipo I < 50mmHg £ 40 mmHg Déficit de oxigenação
Tipo II < 50mmHg ³ 50 mmHg Déficitde ventilação

CAUSAS DE DEFÍCIT DE OXIGENAÇÃO:
1 - Desequilíbrio da ventilação perfusão (V/Q).
2 - Shunt.
3 - Alteração de difusão.
4 - Hipoxemia de origem circulatória.

A PaO2 varia com idade e posição:
Posição ortostática : PaO2 = 104,2-(0,27 x idade)
Posição de decúbito : PaO2 = 103,5-(0,42 x idade)
A queda brusca da PaO2 apresenta vários efeitos danosos:
PaO2 < 40 ----> HAP e...
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