Ergonomia

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  • Publicado : 9 de maio de 2012
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Introdução
Os novos modos de produção, condicionados por sucessivas mutações (demográficas, económicas, tecnológicas, de organização social) vieram tornar cada vez mais interdependentes:
 
• as condições de execução do trabalho;
• e a condição do trabalhador.
Assim, a vocação da Ergonomia evoluiu e ao longo das últimas cinco décadas tem sido objecto de reflexão e de debate.
Até aos anos 70,a intervenção ergonómica centrava-se sobre o trabalho penoso, o trabalho nocivo, características da maioria das situações industriais.
A partir da década de 70, com a evolução tecnológica e, consequentemente, das condições de trabalho, tem-se vindo a observar uma profunda alteração das exigências do trabalho.
Este período (a partir dos anos 70), pode considerar-se marcado essencialmente portrês tipos de evolução:
 
• uma evolução técnica;
 
• uma evolução da organização do trabalho;
 
• uma evolução do pessoal.
A evolução técnica é caracterizada:
 
o pela maior eficiência das máquinas,
 
o pela miniaturização de certos produtos;
 
o por uma informatização cada vez mais difundida;
 
opor uma automatização.
Estes aspectos estão cada vez mais presentes em certos ramos da indústria, mas também, em muitos outros sectores de actividade.
Quanto à evolução da organização do trabalho podemos dizer que ela se verificou essencialmente a partir de:
o novas modalidades de repartição de tarefas, criando exigências notáveis devido ao carácter parcelar destas e áfrequente sujeição a ritmos de funcionamento técnico.
No que respeita à evolução do pessoal, pode dizer-se que foi essencialmente marcada:
o pelo prolongamento da escolaridade;
o pela formação técnica e profissional;
o que conduziu naturalmente
o a diferentes expectativas em relação ao trabalho;
o e a uma inadequação dos modelos de gestãotradicionais.
Sintetizando, pode dizer-se que este desenvolvimento provocou, inevitavelmente, uma alteração na paisagem laboral, verificando-se:
o Uma imposição da mecanização, desencadeando novos agentes agressores frequentemente presentes nos locais de trabalho.
 
o Uma progressiva abolição do trabalho físico dinâmico (através das ajudas mecânicas, o que acarretou, emcerta medida, uma degradação biológica do Homem).
 
o Uma implementação de um trabalho estático, prolongado, utilizando pequenos grupos musculares, geralmente numa posição fixa, com um ritmo de trabalho intenso e requerendo, por vezes, um elevado grau de precisão.
Assim, estas alterações da natureza do trabalho vieram provocar um número de problemas de ordem vária, que têmvindo a aumentar com implicações para o indivíduo, na sua vida profissional e social, assim como no sistema produtivo.
A nível dos operadores estas consequências reflectem-se, normalmente, no seu estado de saúde, não só no que respeita às já consideradas doenças profissionais, mas a tantas outras identificadas com a situação de trabalho.
A nível do sistema produtivo, estasconsequências podem ser objectivadas:
o pelo aumento do absentismo;
o pelo aumento do número de acidentes;
o pela necessidade de recolocação profissional;
e, consequentemente,
o Pela diminuição da produtividade, do ponto de vista qualitativo e quantitativo.
 
• Ergonomia – Conceitos Gerais
 
O termo Ergonomia, deriva do grego,' "ERGON", que significaTrabalho e "NOMOS" que significa Leis ou Regras, atribuindo-se a sua denominação a MURREL, um Engenheiro inglês, no ano de 1949.
De facto, a Ergonomia procura optimizar as condições de trabalho, segundo critérios de eficiência, conforto e segurança.

Evolução histórica da Ergonomia
 
A Ergonomia como disciplina, teve as suas origens na Segunda Guerra Mundial, mais propriamente em 1949, quando...
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