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RESISTÊNCIA DO OPERÁRIO AO USO DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
Daiane Silva Montenegro* Marcos Jorge Almeida Santana**

RESUMO Neste artigo investigaremos sobre a utilização do equipamento de proteção individual – EPI por parte dos operários das obras de pequeno porte do setor da construção civil. O objetivo é descobrir o que leva os operários a rejeitarem o seu uso. Visa tambémidentificar, descrever e investigar as razões que os leva a apresentar tal comportamento. Foram utilizadas a revisão bibliográfica, a pesquisa em campo com entrevistas com questões semi-estruturada em dez canteiros de obras, bem como nas Normas Brasileiras de Segurança. Constatou-se a necessidade de uma melhor conscientização dos operários quanto ao uso do EPI e um melhor treinamento e fiscalização porparte da empresa. Palavras chave: Construção civil; EPI; Operário; Segurança no trabalho. INTRODUÇÃO No Brasil, a partir de 1978 houve a aprovação das Normas Regulamentadoras que tiveram como seu objetivo a valorização da mão-de-obra e da melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores no setor da construção. A NR 6, dispõe sobre a higiene e segurança do trabalhador e a obrigação de fornecimento dosEPI’s pelas empresas e utilização pelo trabalhador dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A prevenção e motivo de segurança do indivíduo no ambiente de trabalho é de fundamental importância porque sem esta prevenção poderá ocorrer acidentes, prejudicando não só a empresa, mais também o operário, seus familiares e a sociedade.

*Daiane Silva Montenegro é graduando em Engenharia Civilpela UCSAL – Universidade Católica do Salvador, e-mail: daismontenegro@hotmail.com. **Marcos Jorge Almeida Santana, orientador deste artigo, é doutor em Engenharia Urbana pela Poli- USP – e professor da Escola de Engenharia Católica do Salvador – UCSAL; email: marjoras@ucsal.br. Página 1

Este trabalho baseou-se na coleta de dados, na análise das informações dos livros, a pesquisa em campo comentrevistas com questões semi-estruturada feitas aos operários, bem como das Normas Brasileiras de Segurança. Através da análise das respostas do questionário foi identificado a preocupação quanto ao uso do EPI e quais motivos para a retirada do mesmo no horário de trabalho. O questionário foi elaborado de forma a captar informações com relação ao conhecimento, obrigatoriedade de uso, importância,utilização, orientação,

treinamento, acidentes de trabalho, incômodo, qualidade dos equipamentos de proteção individual, para assim poder fazer avaliação e conclusão sobre o não uso do EPI, para tanto foram visitados dez canteiros de obras. O trabalho proposto justifica-se principalmente porque a construção civil tem atividades em que podem ocorrer acidentes e com a utilização adequada dosequipamentos de proteção poderemos amenizar esta situação. HISTÓRICO Das batalhas travadas contra seus inimigos, emerge naturalmente no homem a necessidade de se proteger, portanto, ele começa a preparar e adotar as primeiras medidas de proteção individual. Cave (1986) comenta que a forma mais antiga de proteção individual adotada pelos nossos ancestrais foi o escudo. O homem no tempo das cavernas sabiaque entre ele e o perigo havia a necessidade de se colocar uma barreira para sua defesa. Foi bastante natural também pensar que essa barreira pudesse ser carregada pelo homem de um local para outro. Logo em seguida, o homem primitivo adota também o capacete para proteção da cabeça nas batalhas contra seus inimigos e, mais tarde, em estágios mais avançados da história, os guerreiros adotamarmaduras de metal, composta por elmo, couraça e cota de malha. Associadas a essas práticas nasciam também os inconvenientes e até os primeiros casos de rejeição ao uso. Na maioria dos países, a preocupação com a proteção ao trabalhador se registra nas próprias constituições. Em nosso país, a higiene e a segurança no trabalho só ganharam hierarquia constitucional em 1946 (art. 154, VIII), sendo da...
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