Epicondilite lateral do cotovelo

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Aluna: Luiza da Silva Pereira Tannus

 Descrita pela primeira vez em 1880 como doença

ocupacional.

 Afecção mais comum do cotovelo

 Trauma ou esforço repetitivo

 Etiologia ( teorias ):
- sinovite - bursite - periostite - lesão do tendão extensor radial curto do carpo ( ERCC)

 Histologicamente:

Lesões seriam resultado da aplicação de tração contínua e repetida,causando microrrupturas da origem do ERCC seguidas de fibrose e formação de tecido de granulação.

 Hiperplasia angiofibroblástica
(OWENS,2001)

 Sexo masculino / 35 a 60 anos / membro dominante  “cotovelo tenista”  Diagnóstico: paciente refere dor localizada á palpação

na origem dos extensores.
 Teste de Cozen

 A radiografia simples geralmente não apresenta

alteração / usada paraexcluir patologias ósseas.  Ultra-sonografia / método complementar
 Tratamento conservador: alívio da dor  Anti inflamatórios não-esteroidais  A maioria dos pacientes responde ao tratamento

consevador / 5 a 10% evoluem com cronificação dos sintomas

 Cirurgia : artroscopia  Liberação ou alongamento do tendão ERLC

Resultados e discussão:

- Apesar de diferença nãoestatisticamente
significativa, observou-se retorno precoce às atividades laborais e/ou esportivas, nos pacientes cuja etiologia

da epicondilite estava associada à prática esportiva
comparativamente àqueles em que a afecção estava associada à atividade laboral.( Zoppi,2004)

Um efeito de longo prazo da infiltração local com corticóide é a degeneração do colágeno, piorando o quadro clínico a longoprazo⁽¹⁴⁾. A realização de mais de duas infiltrações pode ser danosa devido aos efeitos adversos relacionados às infiltrações peritendíneas com corticóide, tais como necrose, atrofia tecidual e consequente ruptura do tendão. A infiltração não deve ser intratendinosa, mas também não muito superficial ⁽¹⁰⁾para tentar evitar as complicações descritas.

Uma vez obtido o controle da dor, o paciente iniciará oalongamento e o ganho da amplitude articular do punho e cotovelo, seguido de exercícios isométricos e isocinéticos. Não existindo dor, inicia-se o processo de reforço muscular ⁽⁹⁾.

Embora o tratamento fisioterápico seja bastante discutido e contraditório, um recente trabalho de revisão afirma que não há evidência suficiente de melhora da epicondilite pela maioria dos métodos fisioterapêuticoscomo eletroterapia, reforço muscular e técnicas de alongamento ⁽⁵⁾.

O uso de infiltração local de corticóide isoladamente, quando comparado a fisioterapia e observação, traz benefício apenas temporário no tratamento da epicondilite, com grande melhora dos sintomas nas primeiras seis semanas. Porém, após este período existe recorrência da dor, com piora dos resultados no longo prazo. Não existediferença significante entre a reabilitação isolada e combinada com infiltração de corticóide⁽¹⁴⁾.

A eficiência do ultrassom foi avaliada de forma sistemática, comparando-o ao uso de placebo, concluindo ser aquele 15% mais eficaz. O laser, por outro lado, não demonstrou diferença quando comparado ao placebo⁹.

Edwards e Calandruccio, em recente publicação, propõem um novo método detratamento baseado na infiltração de 2mL de sangue autólogo na origem do ERCC para o tratamento da epicondilite, partindo do princípio que a tendinose não é uma inflamação mas sim uma degeneração por “infarto” do cotovelo. A injeção de sangue autólogo poderia então trazer mediadores celulares que induziriam a cascata de cicatrização. Entre os pacientes submetidos ao tratamento neste trabalho, em número de27, os quais eram refratários a diversas outras formas de tratamento conservador, 22 relataram melhora dos sintomas e retornar às atividades habituais. Cabe atenção ao fato de que o estudo não foi controlado, o que traz baixa qualidade de evidência para suas conclusões ⁽⁵⁾.

 Atualmente ainda percebem-se controvérsias sobre o

tratamento cirúrgico da epicondilite lateral. Existe a...
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