Epi membros inferiores

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Introdução
Não podemos falar sobre EPI- Equipamentos de proteção individual sem antes deixar de informar a importância de seu uso. decorrente dos números de acidentes obtido nos anos anteriores no Brasil.
Os acidentes do trabalho constituem o maior agravo à saúde dos trabalhadores brasileiros 1. Diferentemente do que o nome sugere, eles não são eventos acidentais ou fortuitos 2, mas simfenômenos socialmente determinados3, previsíveis e preveníveis. Desde 1970, quando começam os registros sistemáticos em âmbito nacional, mais de 30 milhões de acidentes foram notificados, provocando mais de 100 mil óbitos evitáveis entre brasileiros jovens e produtivos. Apenas em 2001 foram notificados 339.645 acidentes do trabalho no Brasil 4.
Um obstáculo para o planejamento e a implementação depolíticas de prevenção de acidentes do trabalho é a pequena validade destas informações, contestadas por vários autores 1,5,6,7,8,9,10.
Um dos aspectos problemáticos das informações disponíveis é que elas se referem apenas a uma parcela dos trabalhadores do mercado formal da economia. As estatísticas oficiais brasileiras de acidentes do trabalho são elaboradas com base nas informações obtidas nodocumento denominado Comunicação de Acidente do Trabalho(CAT), desenvolvido pela Previdência Social com fins securitários. A emissão da CAT registra e reconhece oficialmente o acidente, estabelecendo o direito do trabalhador ao seguro acidentário junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
O preenchimento da CAT se restringe a uma parcela dos empregados "celetistas", isto é, trabalhadorescom registro em carteira de trabalho regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que corresponde a cerca de 50,0% da força de trabalho atuando no mercado formal no Brasil. O fluxo desse documento até seu registro no INSS depende, em grande parte, de ato voluntário de sua emissão pelo empregador; do preenchimento do atestado médico contido no item II da CAT, pelo médico que atendeuo acidentado; e do seu encaminhamento à agência do INSS da área de ocorrência do acidente.
Em tais circunstâncias, associadas à quase inexistência de fiscalização, estima-se que a CAT seja emitida para, somente, cerca de 20,0% dos trabalhadores celetistas acidentados 6,7. Ainda que este documento fosse preenchido na totalidade dos casos legalmente previstos, a falta de informações sobre aocorrência de acidentes do trabalho no setor formal da economia seria significativa. Isso porque, segundo o Plano de Benefícios da Previdência Social, a obrigatoriedade de emissão de CAT não se aplica a funcionários públicos civis e militares estatutários, trabalhadores previdenciários autônomos, empregados domésticos, garimpeiros, pescadores, proprietários, empresários, produtores rurais e religiosos.A grande subnotificação de acidentes entre trabalhadores do mercado formal é apenas um aspecto da dificuldade em obter informações válidas sobre os acidentes do trabalho no Brasil. A ele soma-se o total desconhecimento sobre o que acontece no setor informal da economia brasileira, pela inexistência de um sistema de informação que o inclua. Este setor já abrange mais de 50,0% da populaçãoeconomicamente ativa brasileira nos dias atuais (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2000. Rio de Janeiro; 2001), estando em franco crescimento.
Pochmann 11, discutindo a desestruturação do mercado de trabalho no Brasil, demonstra que é tamanha a expansão do setor informal que, no período de 1989 a 1995, a cada 10 resultantes novos postos de trabalho, 11 foram gerados pelosegmento não organizado, enquanto 1 foi fechado no segmento organizado. Levando-se em consideração também o mercado informal da economia, estima-se que para cada 10 acidentes do trabalho ocorridos, apenas 1 é notificado no Brasil 7.
A notificação dos agravos à saúde do trabalhador é objeto de preocupação dos formuladores de políticas de saúde desde a década de 80, como mostram iniciativas...
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