Entrevista

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  • Publicado : 16 de abril de 2013
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Florent: ...
Ela: Inicialmente, meu nome é Adriana [...] e eu descobri que era diabética, que sou diabética, né, aos 33 anos de idade. Eu tinha 33 anos quando eu fui fazer uma cirurgia de urgência. Quando eu fui fazer a cirurgia de urgência, é... , o médico fez os exames e deu uma taxa elevada, não deu muito elevada não, mas parece que deu 250, não, 150. E ele até falou: olha, mas você não estáem jejum, pode ter sido um choque, que eu não esperava ter que fazer a cirurgia, sua cirurgia vai ser amanhã então o estado emocional altera a taxa de glicose. Mas, diante do quadro a gente vai fazer a cirurgia assim mesmo, mas se estivesse em 250 aí eu não faria, mas com essa taxa eu vou fazer. Aí eu fiz a cirurgia, tive o acompanhamento médico e ele falou: eu vou voltar a medir sua glicose daquia um mês. E aí esperou um mês, a gente verificou e aí tinha aumentado de 150 parece que tava em quase 200, e aí ele disse: não, agora você é diabética mesmo, não tem estado emocional nenhum não, realmente sua taxa tá alterada. Aí eu fui encaminhada pros médicos, comecei a me tratar, né, tratamento de diabetes é um tratamento de autoconhecimento na realidade, porque eu vejo que o tratamentodepende, não só o tratamento em si, mas a adequação à medicação depende mais do paciente do que do próprio médico.
Florent: Porque é diferente para cada pessoa que tem...
Ela: É diferente, por exemplo, tem um remédio chamado (A. Marinho?) que eu não me dou com ele. Eu tenho um (pico ou pique?) de hipoglicemia muito grande, chegou até a 40 minha hipoglicemia. Já desmaiei, já fiquei desorientada notrânsito, já acordei sem saber onde é que eu tava e eu olhava pro meu marido e eu oxe que homem é esse? Aí foi quando veio a lembrança de comer e aí as coisas foram voltando. Que eu tenho hipoglicemia severa, então nem é toda medicação que eu posso tomar e a alteração da minha medicação, ela tem que ser feita de uma forma muito... Com muita cautela.
Florent: E como você...
Ela: É muito conflitante,por que... É... , o diabetes, ele é muito associado, quer dizer toda doença é associada à perda, né? (Florent diz: “uhum”) Mas, quando você se descobre diabética, você já pensa: vou ficar sem as pernas, vou ficar cega, que era o meu maior medo, eu sou louca por ler, adoro ler. Eu tinha muito medo de ficar sem ler, sem poder ler. E então, eu falei assim pronto minha vida acabou, é melhor morrer,prefiro morrer do que ficar cega. E não sabia direito o que é que eu podia comer, porque realmente as consultas médicas, tanto no SUS como na rede privada, elas são muito rápidas, são muito poucos endocrinologistas para muitos pacientes. 10% da população é diabética (Florent diz: “uhum”) e o número de endocrinologistas é muito reduzido. Então, são super... , são muito técnicas, “qual é a sua taxa?”,“o que é que você tá sentindo?” e “tá aqui a medicação.” E a diabetes não é só isso, com a diabetes você tem que mudar todo um estilo de vida.
Florent: E você já...
Ela: Não, não sabia nada, só sabia (xxx - 04:17).
Florent: E como foi que...
Ela: (Risos xxx risos – 04:23) Aí o que é que acontece, aí eu comecei a procurar me informar o que é que era a diabetes. Primeiro eu tentei me matar, aínão tive coragem. Aí não tive coragem, aí eu falei bom é o seguinte já que eu não tenho coragem pra me matar eu vou ter que me tratar. Aí procurei me informar melhor, aí fui me informando, aí fui me acalmando, entrei na macrobiótica, saí do médico que eu tava, que ele era muito academicista, “a medicação sua é essa”, “é isso que você tem que tomar”, e eu não queria porque eu tenho uma alergiamuito grande a medicação. Então entrei na macrobiótica, quando eu entrei na macrobiótica eu passei 5 anos sem tomar remédio. Aí procurei um tratamento alternativo, que foi na homeopatia, né? Aí eu recorri a homeopatia e passei 5 anos sem medicação, só que a diabetes ela é progressiva, de toda forma ela progredia. A diferença, que a minha médica disse uma vez foi o seguinte, “a diferença, Adriana, é...
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