Entrevista - ping pong

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1124 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 21 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
“Redigir é fácil. Apurar não é fácil.”
Thaís Silvestrini Pacheco, 30 anos, nasceu em São Paulo (SP) e mudou – se para Belo Horizonte (MG) a fim de estudar Comunicação Social com ênfase em Jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH/MG). Também é técnica em Publicidade pelo Colégio Radial de São Paulo.

Antes de iniciar a entrevista e esperar alguns minutos para que osestudantes de Jornalismo da PUC Minas São Gabriel, “acomodarem” os aparelhos para a gravação da entrevista, a jornalista contou um pouco da sua história e experiências durante o seu percurso jornalístico e concluiu dizendo: “Redigir é fácil, apurar não é fácil”. Thaís Pacheco, formada em 2007 pela UniBH, atua na área de Produção da rádio BH FM. Foi repórter do caderno de Cultura do Estado de Minas,editora da Ragga Drops e possui vasta experiência em produção jornalística para web, rádio e Assessoria de Imprensa.


Qual foi o fator principal que te levou a escolher jornalismo como profissão?

Salvar o mundo! Mas, infelizmente, o jornalismo não é uma ferramenta de salvar o mundo e sim uma “empresa” como outra qualquer que visa o lucro. Algumas empresas de jornalismo têm uma linha editorialmais séria e justa, acredito que todas onde eu trabalhei até hoje são assim, não tenho nada a reclamar, inclusive são empresas grandes: o Sistema Globo, o jornal Estado de Minas... Mas assim, todo mundo quer um negócio legal, todo mundo quer ganhar em cima. Mas existem jornalistas que estão formando agora e querem fazer a diferença, pra mim é isso que vale a pena, você fazer uma matéria e se essamatéria “tocar” uma, duas ou três pessoas, e mudar uma vida, ou qualquer outra coisa, eu já estou satisfeita. Não importa o meio, e sim o conteúdo. Eu acredito nisso!

Qual a área que você mais teve dificuldade?

Foi o Portal de Educação, onde eu trabalhava com Pedagogos. Eles tinham hora pra entrar, pra sair, pra almoçar, foi muito difícil me adaptar àquele ambiente como repórter. Porque orepórter não tem hora pra almoçar, pode trabalhar de bermuda, rasteirinha, e com Pedagogos, você tem que seguir aquele padrão determinado pela empresa. Foi bem complicado.

O humor tem que ter limite ou não?

Não gosto nada desse policiamento, essa coisa de politicamente correto. É uma resposta, um argumento clichê, mas eu sou obrigada a concordar, é muito chato, isso não é liberdade de expressão,qualquer país desenvolvido aonde você for, por exemplo, em Londres, a Tv Statal é a mais assistida, mas a Tv Statal é controlada pelo povo, ela não é controlada pelo governo, não é ele que decide o que vai ao ar e o que não vai, não é igual a alguns estados que a gente mora que o governador fica chateado e não deixa você falar qualquer coisa. Nesses lugares, esse tipo de humor existe, sabe porquê? Porque se você não quer ver, você não vê, você muda de canal, você vai assistir outro espetáculo, e é muito simples, pra mim isso é democracia, e isso é liberdade de expressão.



Você acredita que existe algum “preconceito” com o Jornalista de Cultura?

Pode até ter, mas eu não acredito. Por exemplo: no “face” tem uma piada falando sobre o jornalista de cada área, e o de Cultura é umhippie tocando violão (risos). O jornalista de Cultura é o mais feliz, e os outros morrem de inveja, essa é a verdade. Nós não pagamos pra ir ao cinema, não pagamos pra ir ao teatro, pra comer, pra nada, ai os outros ficam morrendo de inveja. É um jornalismo como outro qualquer e cabe ao repórter ter um comportamento sério frente ao seu trabalho, não é pedir autógrafo, sair beijando o entrevistado, étrabalhar com seriedade no papel que foi destinado pra você fazer.

O que você leu, e qual foi o livro que te inspirou durante a sua formação?

Eu lia tudo que os professores mandavam, mas eu não lembro de nenhum (risos). Quando estamos na faculdade, dá muita preguiça, e nós temos muita coisa pra fazer, tem que estudar, tem que trabalhar, tem que ler “50 tons de cinza” e ainda ler o que o...
tracking img