Entre a ação e o objeto: a intencionalidade

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Entre a ação e o objeto: a intencionalidade
Segundo Jean Beaufret “ A intencionalidade é o traço fundamental vivido em geral” referindo-se a idéia de Hursserl, pra quem a intencionalidade é “essa presença das coisas e nas coisas”.
De acordo com Bentano (1935, p. 29) “não há pensamento sem um objeto pensado, nem apetite sem um objeto apetecido”. Para o filosofo português V. de Magalhães Vilhenaque acredita que toda idéia, afirmação e desejo almeja por algo. Intencionalidade para B Latour (1991, p.79) “transforma a distinção, a separação, a contradição em uma insuportável tensão entre o objeto e o sujeito”.
Podemos dizer que a intencionalidade integra a teoria do conhecimento. Indo contra ambigüidades entre cogito e percipio.
Além do processo de conhecimento a intencionalidade é válidatambém para o processo de efetivação do próprio.
Szilasi argumentou que “os atos são acontecimentos de consciência que têm o caráter da intencionalidade” até chegar a idéia de “trama das coisas”.
A filosofia de Gabriel Marcel (1949, 1965) enfoca no ser e o ter e a espacialidade.
Marcel compara um efeito boomerang (pag. 163). “A intencionalidade seria uma espécie de corredor entre o sujeito e oobjeto. Assim, essas coisas não são apenas externas, já que atingem o agente ‘clandestinamente’. Em resumo, o ter transforma o ser.
C. Diano (1994, p.90) diz que sujeito é uma coisa, objeto é outra, mas que o sujeito pode aparecer como objeto.
A ação intencional é o “movimento consciente e voluntário” (Jean-Luc Petit 1990, pp. 71-72), exemplos de sentidos que implicam o objeito são: desejos,intenções, crenças, etc.
Por o sujeito se relacionar com o mundo, diferentemente da relação objeto – objeto podemos também inferir intencionalidade.
Partindo para Psicologia e Psicanalise para Elliot Jacques (1982, 1984, p. 144) “a idéia do evento de intenção está implícito na idéia de conduta, de ação”. A imagem-meta pretende atingir o objeto-meta. E idéia de intencionalidade é a direção e açãoda conduta.
Jackob Meloe (1973) “refere-se à ação humana como uma projeção da matéria. As ações se transformam em trajetória com o tempo, espaço físico e matéria.
A Geografia estuda a ação e o objeto, só que não se estuda essas duas separadamente e sim objetos e ações em conjunto.
A ação humana depende da racionalidade da decisão, da execução, a natureza humana e o caráter humano do meio.

Ainseparabilidade dos objetos e das ações
Para Santos (2002 p.95) “O que chamamos de sociedade só somente adquire concretude quando a enxergamos simultaneamente como continente e conteúdo dos objetos. Esses individualizam e ganham expressão e significado, quando ao serviço da sociedade.”
A. A. Moles (1972) diz “os objetos são duplamente mediadores, porque se colocam entre o homem e a sociedade eentre o homem e sua situação material”. A descrição de um sistema de objetos depende da descrição de um sistema de práticas. Não basta definir objetos em sistema. É preciso saber o sistema de práticas que sobre ele se exerce.
Para Santos (2002 p.96):
A evolução que marca as etapas do processo de trabalho e das relações sociais marca, também, as mudanças verificadas no espaço geográfico tantomorfologicamente quanto do ponto de vista das funções e dos processos. É assim que as épocas se distinguem umas das outras.
Os padrões que se instalam não são somente morfológicos, mas também funcional. Mudanças morfológicas junto a objetos novos, criados para atender nova função, velhos objetos permanecem e mudam de função [...] Nesse sentido há também uma alteração do valor do objeto, pois a teiade relações em que está inserido opera a sua metamorfose, fazendo com que seja substancialmente outro. Está sempre criando-se uma nova geografia.
Os novos sistemas de objetos põem-se a disposição das forças sociais mais poderosas. Ações novas com velhos objetos podem ter eficácia limitada.
Para Jacques Ellul (apud. 1964 p.162) “A técnica demonstra, na prática, que o mistério não existe”.
O...
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