Entre chegadas e partidas

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  • Publicado : 6 de novembro de 2012
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Entre chegadas e partidas

No momento em que peguei aquele avião não pensei em nada. Só não queria perder o voo. Não havia grandes expectativas. Ler um livro, ouvir músicas no Ipod, ver dois outrês filme, e torcer pra conseguir dormir o restante da viagem. Afinal, eu ia encarar 12 horas de voo até Los Angeles. Se conseguisse dormir, daria tudo certo.

De cara, já precisei de ajuda. Meubagageiro estava cheio e não havia espaço pra eu colocar minha bolsa, tipo mochilinha. Confesso que fiquei irritada. Bem, aqui foi o meu companheiro de poltrona que me ajudou. Levantou, arrumou a bagagemdele e gentilmente guardou minha bolsa. Era um italiano, de Modena. Ele me contou que estava indo pra os Estados Unidos trabalhar. Seu visto era por um ano e ele não sabia falar inglês, emboraentendesse algumas coisas. Conclusão: meu inglês tupiniquim ajudou meu companheiro a preencher o yelow card, e com o serviço de bordo. Conversamos futilidades, rimos de bobagens, jogamos conversa fora, numamistura de inglês e italiano. Apresentei a ele o samba e ele disse que gostou. Despedimos-nos e eu lhe desejei “boa sorte”. Era jovem, bonito e tinha grande expectativa no futuro que a nova terra lhereservava. Torci por ele. Ele estava ansioso, mas estava bem. Gustavo era seu nome.

No aeroporto, depois de alguns pequenos transtornos na imigração, fui recebida por uma brasileira, da vigilânciasanitária, o que facilitou muito a comunicação. Ela está nos Estados Unidos há 5 meses e ainda não conhece muita coisa, pois o trabalho lhe toma muito tempo. Como não tinha fila, falamos de comida,feijoada, bacalhau, goiabada, cachaça… Ela me tirou todas as dúvidas sobre transporte de alimentos e eu desembarquei. Com um convite pra um almoço americano e com o prelúdio de uma nova amizade.

Emtodo esse trânsito, esqueci do meu medo de avião. Mesmo nesses encontros fugazes pude vivenciar o que mais me agrada nas viagens: o contato com outras culturas, outros sonhos, outras vidas. É como se...
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