Entradas do clp

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3. Entradas e Saídas
3.1. Entradas
Os pontos de entradas são aqueles através dos quais a UCP busca informações do processo comandado. Estas informações podem vir de um termostato, pressostato, chaves fím-de-curso, botoeiras, termo-elementos, medidores de pressão, vazão, etc.
Pelos exemplos citados podemos distinguir dois tipos básicos de entradas - digitais e analógicas. As entradas digitaisinformam à UCP um nível lógico (por exemplo, se a temperatura está correta. se uma determinada posição foi atingida, etc.) Já as analógicas informam um valor de temperatura, uma determinada posição, um valor de pressão etc.
A UCP só consegue trabalhar com sinais digitais que são sequências de bits ligados e desligados. Isto é representado por O para um bit desligado e l para um bit ligado. Atravésdestes dois estados pode-se, com o uso de codificação,representar qualquer número, caractere ou função.
É desta forma que os programas e dados são armazenados na memória. Também é assim que a UCP aciona e interpreta os estados das entradas e saídas.
O processador não pode trabalhar diretamente com os pontos físicos de entrada e saída, por isso os cartões de entrada e saída leem e escrevemvalores numa área da memória chamada imagem de entradas e saídas.
Por exemplo, podemos representar 8 entradas por uma sequência de 8 bits. Desta forma se tivermos as entradas 2 e 6 acionadas a imagem de entradas e saídas será:
Normalmente o bit menos significativo (menor n°) fica à direita. Para que a UCP entenda o estado da entrada precisamos converter os nossos sinais de campo (chaves,pressostatos, botoeiras, transmissores analógicos) em sinais digitais.
3.1.1. Entradas Digitais
As entradas digitais convertem cada elemento do campo em um bit. Existem entradas digitais de dois tipos: com alimentação interna e externa.
As entradas com alimentação interna fornecem uma tensão de alimentação que deve passar pelo elemento do processo e retornar à entrada. Para acionar este tipo de entradabasta um contato seco (não alimentado).
Normalmente o bit menos significativo (menor n°) fica à direita. Para que a UCP entenda o estado da entrada precisamos converter os nossos sinais de campo (chaves, pressostatos, botoeiras, transmissores analógicos) em sinais digitais.

As entradas com alimentação externa recebem alimentação do processo. Para isso o elemento do processo deverá atuar como uminterruptor para a alimentação da entrada.

As entradas digitais podem trabalhar com diferentes níveis de alimentação: em regime de corrente contínua: TTL, 24 Vcc. 48 Vcc, 110 Vcc; ou em regime de corrente alternada: 110 Vca ou 220 Vca.
Alguns CLPs já trazem entradas para pulsos capazes de manipular sinais gerados por encoders e tacogeradores com frequências de alguns kHz (Kilo Hertz). Como avelocidade de processamento do programa não seria suficiente para utilizar estes sinais diretamente, as entradas de pulso contam o número de chaveamentos e transferem para a memória do CLP apenas os valores referentes à totalização ou à frequência.

3.1.2. Entradas Analógicas
As entradas digitais são fáceis de manipular por possuírem apenas dois estados (ligado e desligado). As analógicas, noentanto podem ter infinitos estados dentro de uma faixa determinada. Existe uma grande gama de sinais de entradas padronizados: +/- 12,5 mV, +/- 50 mV, +/- 500 mV, +/- IV. +/- 5 V, +/- 10 V, l a 5V, O a 5 V, O a 10 V, O a 20 mA, 4 a 20 mA.
Estes sinais são usados na medição linear de uma grandeza. Podemos por exemplo, associar uma destas faixas de sinal a uma medida de pressão. Podemos entãoescolher a faixa de 4 a 20 mA e associá-lo a um medidor de pressão que meça a faixa de O a 10 mca:

Neste exemplo a relação entre pressão e corrente é linear, mas existem transdutores como termopares e Pt 100 que possuem uma relação não linear. Abaixo vemos a curva típica de um termopar:

Como já dissemos, a UCP só consegue trabalhar com variáveis digitais e para conseguirmos manipular sinais...
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