Entomologia

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  • Publicado : 30 de janeiro de 2013
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10. FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL Devido ao caráter dinâmico de sua profissão, policiais, civis e militares, precisam estar sempre atualizados e bem capacitados, sobretudo em temas cruciais para suas atividades de interlocução com a comunidade local como técnicas de uso comedido da força, uso da arma, abordagem, mediação de conflitos, Direitos Humanos, cultura da paz, dentreoutros.
Entretanto, a questão da formação e aperfeiçoamento profissional encontra uma série de limitações de caráter técnico, funcional e cultural. Embora a necessidade de qualificação seja amplamente reconhecida pelas corporações, problemas como a insuficiência de recursos frente à demanda pública por segurança, o que muitas vezes reduz o tempo e a qualidade do treinamento; oucarências de cunho estrutural, como a falta de escolas de formação ou de quadro de instrutores fixos, dificultam bastante a implementação de uma política de qualificação eficiente.
Um outro ponto importante é o descompasso, observado em muitos estados, entre o tipo de formação dos profissionais de segurança e a demanda real do trabalho de polícia junto aos cidadãos, gerado, muitasvezes, por uma certa relutância das instituições em reconhecer certas “agendas” como de sua competência. Principalmente no que se refere à aproximação desta agenda comunitária ao planejamento de polícia é que as igrejas, ONGs e movimentos sociais encontram seu papel fundamental. É neste sentido que o fortalecimento dos canais de diálogo entre polícia e comunidade mostra-se crucial.Efetivamente, o tráfico de armas e drogas é a dinâmica criminal que mais cresce nas regiões metropolitanas brasileiras, mais organicamente se articula à rede do crime organizado, mais influi sobre o conjunto da criminalidade e mais se expande pelo país. As drogas financiam as armas e estas intensificam a violência associada às práticas criminosas, e expandem seu número e suas modalidades. Essecasamento perverso foi celebrado em meados dos anos 1980, sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo, ainda que antes já houvesse vínculos entre ambas.

2. Sobre as causas
As explicações para a violência e o crime não são fáceis. Sobretudo, é necessário evitar a armadilha da generalização. Não existe o crime, no singular. Há uma diversidade imensa de práticas criminosas, associadas adinâmicas sociais muito diferentes. Por isso, não faz sentido imaginar que seria possível identificar apenas uma causa para o universo heterogêneo da criminalidade.
Os roubos praticados nas esquinas por meninos pobres, que vivem nas ruas cheirando cola, abandonados à própria sorte, sem acesso à educação e ao amor de uma família que os respeite, evidentemente expressam essecontexto cruel. É claro que esses crimes são indissociáveis desse quadro social.
O mesmo vale para o varejo das drogas, nas periferias: juventude ociosa e sem esperança é presa fácil para os agenciadores do comércio clandestino de drogas. Não é difícil recrutar um verdadeiro exército de jovens quando se oferecem vantagens econômicas muito superiores às alternativasproporcionadas pelo mercado de trabalho e benefícios simbólicos que valorizam a auto-estima, atribuindo poder aos excluídos. Por outro lado, os operadores do tráfico de armas, que atuam no atacado, lavando dinheiro no mercado financeiro internacional, não são filhos da pobreza ou da desigualdade. Suas práticas são estimuladas pela impunidade.
Em outras palavras, pobreza edesigualdade são e não são condicionantes da criminalidade, dependendo do tipo de crime, do contexto intersubjetivo e do horizonte cultural a que nos referirmos. Esse quadro complexo exige políticas sensíveis às várias dimensões que o compõem. É tempo de aposentar as visões unilaterais e o voluntarismo”, conclui Luiz Eduardo Soares.

1. O QUE É A POLÍCIA? A policia moderna é uma invenção...
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