Entervista com idoso

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1865 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 23 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
FACULDADES INTEGRADAS DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE E EDUCAÇÃO DE GUARULHOS









NATHANNY GOMES DA SILVA ATANÁSIO R.A. PSICO 85



TATIANE ELIZABETE....... R.A. PSICO











ENTREVISTA IDOSO – PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO IVGUARULHOS

2012



1. INTRODUÇÃO

Para a entrevista, utilizamos um questionário composto de algumas perguntas, que encontra-se em anexo ao presente trabalho, e do qual mediante as respostas do entrevistado, faremos um breve comentário.

A entrevistada em questão possui 65 anos, tem três filhos e atualmente mora com o marido e uma das filhas. A entrevistaaconteceu de forma tranqüila e objetiva. Ao ser feita alguma pergunta ela logo era respondida clara e concisamente. Mediante suas respostas e as teorias estudadas destacaremos àquelas que conseguimos fazer alguma correlação.

2. A ENTREVISTA


Ao ser perguntada sobre o modo como vêem o idoso e sobre a saúde ela deu uma importância ao fato de que não gostaria mesmo que sua velhice chegasse aoponto em que teria de dar trabalho aos filhos, tem uma grande preocupação em ficar doente e dependente de outras pessoas, principalmente porque a visão que a sociedade tem do idoso é que são como um estorvo e requerem muita paciência. Para Saramago (2005), a morte pode tornar-se algo desejado quando o sofrimento é demasiadamente grande. A dependência é um fato difícil de administrar nos diasatuais já que a sociedade vive constantemente em função de paradigmas e ideologias em que o trabalho e ganhar dinheiro está acima de qualquer coisa, até mesmo da própria família. É comum, vermos famílias em que os pais deixam de criar seus filhos para trabalharem, deixá-los serem criados por creches e babás, e quando o adulto chega à velhice, não é diferente, não há tempo e tampouco paciência paracuidados, a correria do dia a dia impede que cuidem de si mesmos quanto mais de outrem. Sendo assim, há o alívio em morrer, pois deixa-se de viver em condições de dependência total de outros. Nas palavras de Rezende (2000): “(...) está mais vivo aquele que sabe da própria morte, ou seja, quando o indivíduo aceita sua finitude é que tem mais chances de ser o que realmente é.” (p. 71). Em sua respostade perspectiva de futuro, a entrevistada diz que tudo que tinha pra fazer já fez e se sente satisfeita, não há mais sonhos a serem realizados. Ela aceita mas não pensa constantemente na morte e de acordo com ela, mesmo que se preocupe quando sai de casa, é somente em virtude da violência pois na hora em que tiver de ir, irá, portanto, sabido que o dia em que tiver de morrer chegará, prefere vivero presente sem pensar muito no dia em que deixará a vida, isso a motiva a viver feliz e se satisfazer com suas atividades do dia a dia e sua vivência com a família. Em alguns dos momentos em que citou sua cidade natal e seus pais, mostrou-se emocionada e triste por ter estado longe quando os mesmo partiram, pois ela optou por vir pra o estado de São Paulo bem cedo, na época de sua juventude,visando encontrar uma vida melhor, mas também disse não se arrepender nem um pouco da decisão que tomou conquanto está muito feliz. Ainda que se mostre confiante a amante da vida, mostra que têm receio de morrer.

3. ANÁLISE

Segundo Freud, os geradores patogênicos envolvidos nos transtornos mentais do idoso seriam determinados pelo que a pessoa traz consigo para a vida e/ou pelo que a vidalhe traz. O equilíbrio psíquico do idoso depende, basicamente, de sua capacidade de adaptação à existência presente e passada e das condições da realidade que o cercam.
Com o avançar da idade, depois de ter sofrido várias perdas o idoso enfrenta a proximidade de uma perda em sua vida que é irreversível, o sentimento de morte, causando-lhe medo, muito embora nunca se saiba quando uma pessoa possa...
tracking img