Ensino de língua portuguesa para surdos

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ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

ESCOLA ESTADUAL “ANDRÉ ANTÔNIO MAGGI”

PROJETO SALA DE RECURSOS

Av. Rotary Internacional n° 1006 – Jardim Participação I – CEP. 78730 – 285

Rondonópolis/MT- Telefone (66) 3422-9980

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

ESCOLA ESTADUAL “ANDRÉ ANTÔNIO MAGGI”

Av. Rotary Internacional, 1006,bairro Participação I.

Rondonópolis, MT. CEP: 78.730-285

Fone/fax: (66) 3422-9980

E-mail: andremaggi@brturbo.com.br

Projeto sala de recursos

Rondonópolis, MT, 2010

ESCOLA ESTADUAL “ANDRÉ ANTÔNIO MAGGI”.

Gestor: Nelson Luiz Graf Odi

Coordenador: Magali Cristina de Sousa.Elina das Dores Dias de Souza

Professor: Samadar Polinati Lopes.

Fernanda Moreto

Projeto Sala de Recursos

JUSTIFICATIVA

A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação do Brasil (Lei nº 9394/96), prescreve que as crianças com necessidades educativas especiais, (nesse documento consideraremos a situação de inclusão de surdos) devem ter suaescolaridade atendida, fundamentalmente, pelo ensino regular, de modo a promover sua integração/inclusão. Entretanto, diante do contexto escolar em que vivemos, esse processo de integração/inclusão, por mais bem elaborado que seja, tem apresentado dificuldades em sua implantação pela instituição escolar. Ou seja, mesmo diante da obrigatoriedade gerada pela política educacional atual, muitosalunos surdos encontram-se à margem da educação. Alguns estão “incluídos” em classes regulares e poucos conseguem permanecer no sistema, dadas as diferenças linguísticas.
No intuito de diminuir essas diferenças, nas últimas décadas do século XX, a sociedade presenciou movimentos mundiais em direção a sistemas educacionais inclusivos, entre esses a “Convenção sobre os Direitos da Criança”, de 1989,que dispõe sobre os direitos que devem ser aplicados a todos os seres humanos, sem qualquer distinção, protegendo-os de todo tipo de discriminação; a “Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais”, em Salamanca, 1994, que dispõe sobre a obrigatoriedade das escolas de acolher todas as crianças, independente de suas condições pessoais; mais recentemente, em 2001, a VII ReuniãoRegional de Ministros da Educação”, em Cochabamba, que reafirmou a necessidade de valorizar a diversidade e a interculturalidade como enriquecimento da aprendizagem, recomendando que os processos pedagógicos levem em consideração diferenças sociais, culturais, de gênero, capacidade e interesses, com vistas a um melhor aprendizado, a compreensão mútua, à convivência com respeito pelas diferenças.(MEC/SEESP, 2006, p. 58)

Com o fim de equiparar as oportunidades para todos e atender aos requisitos para uma escola efetivamente inclusiva determinados pela Constituição Federal, em seu Artigo 206, inciso I, que estabelece “a igualdade de condições de acesso e permanência na escola”, também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n° 8.069/90, artigo 55, que determina que “os pais têm aobrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino” (MEC, janeiro de 2006), os sistemas educacionais precisaram promover mudanças profundas em sua estrutura organizacional, desde a mudança de postura por parte dos envolvidos no processo de ensino, até o preparo de espaço adequado e trabalho especializado que atenda essas diferenças, mudanças essas que precisaram ter como característicacentral a flexibilização do conteúdo curricular e o modo como esse deveria ser incorporado à atividade escolar.

Para contemplar todas essas exigência que o ensino de qualidade requer, foi preciso que a Escola André Maggi mobilizasse professores comprometidos com a Educação Especial, para que esses agilizassem ações que possibilitassem, não só a inserção, mas a efetiva inclusão de pessoas com...
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