Ensino da oralidade por meio dos ldp

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FACULDADE NOROESTE DE MINAS –

FINOM













ENSINO DA ORALIDADE: A TEORIA E A PRÁTICA NAS SALAS DE AULA POR

MEIO DOS LDP[1] DE 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL





ADIVANILDO LUCENA PEREIRA



















PARACATU - MG

2012



FACULDADE NOROESTE DE MINAS

FINOM















ENSINO DA ORALIDADE: A TEORIA E A PRÁTICA NASSALAS DE AULA POR

MEIO DOS LDP DE 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

ADIVANILDO LUCENA PEREIRA



Artigo apresentado à Faculdade como requisito final para a conclusão do curso de Pós-graduação Lato Sensu em Linguística Aplicada a Educação da Faculdade Noroeste de Minas – FINOM.















PARACATU - MG

2012

ENSINO DA ORALIDADE: ATEORIA E A PRÁTICA NAS SALAS DE AULA POR

MEIO DOS LDP DE 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL



Adivanildo Lucena PEREIRA[2]



RESUMO: O presente artigo aborda questões referentes ao desenvolvimento e a prática da oralidade no sétimo ano do ensino fundamental, destacando a forma como os LDP, conceitualizam a linguagem oral, e, por conseguinte a materializa em forma de atividades. Os principaisautores que se utiliza como referencial teórico são Marcuschi e Travaglia, além dos PCN, que acredita-se estarem em consoante a visão de linguagem ideal para o ensino da língua falada na escola.



PALAVRAS – CHAVE: Oralidade, Livro Didático de Português, Ensino.



INTRODUÇÃO

A fala está ligada a vida cotidiana dos alunos mais do que a escrita, especialmente em adolescentes do EnsinoFundamental. O ensino da oralidade na sala de aula por meio dos LDP nos faz refletir sobre a atenção dada a oralidade no ensino de sétimo ano da educação básica. Nota-se, por parte dos autores de livros didáticos, um descaso em relação à oralidade em geral (MARCUSCHI 2005, pag. 26). Este artigo mostra as concepções de linguagem veiculadas nos LDP de sétimo ano. O corpus desta análise trás doisLivros Didáticos de Português do sétimo ano do Ensino Fundamental distribuídos em escolas públicas do país. O primeiro livro da editora SARAIVA – Português Ideias & Linguagens (Dileta Delmanto e Maria da Conceição Castro. 2009), composto de 256 páginas mais 32 páginas do Manual do Professor, este livro no decorrer deste artigo aparecerá como livro “A”. O livro “B” da editora ATUAL – PortuguêsLinguagens (Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, 2009), composto de 224 páginas mais o Manual do Professor composto de 48 páginas. Procura-se verificar como esses livros conceituam oralidade e quais as sugestões de atividades expressas neles para aplicar o ensino da linguagem oral nas escolas. Mostra-se ainda propostas de como melhorar o ensino da linguagem oral a partir dos referenciaisteóricos de Marcuschi (2005), Travaglia (2001) e PCN.



1. LINGUAGEM ORAL: IMPROVISO X FORMULAÇÃO

A linguagem oral sempre foi concebida como o lugar da falta de planejamento linguístico no momento do discurso. A quantidade excessiva de elementos pragmáticos como hesitações, repetições entre outros elementos que são encontrados somente na fala e que dificilmente será encontrado na linguagemescrita, especialmente por esta valorizar a norma culta da língua. A língua falada sempre foi considerada até meados da década de 1960 como o lugar do “caos” (FÁVERO, 1999). A ação e interação são fatores necessários para a conversação, nessa troca de informações, fatores importantes são percebidos durante uma conversação, como os movimentos do corpo, gestos, postura física dentre outros movimentosque denunciam o que se deseja expressar, seja uma confirmação, uma negação, e até mesmo sentimentos como a tristeza ou alegria, que são percebidos de maneira mais eficaz no ato da fala, visando sempre a intercompreensão entre os falantes.

Segundo Antos (1982 pág.92, apud. FÁVERO 1999), ao produzir um enunciado, o locutor realiza uma atividade intencional: “Formular um texto não é só...
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