Ensaio teorico

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  • Publicado : 2 de março de 2013
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As primeiras discussões vão ser a respeito do termo Império e como ele foi usado em Portugal, segundo o dicionário da época o termo Império significa grande extensão de terra, e se olharmos o dicionário atual iremos ver que o termo Império vai significar autoridade, mando, poder. Nos últimos cinqüenta anos as pesquisas historiográficas vêm questionando os termos usados na época como Absolutismo eEstado moderno, alguns historiadores chegam até a negar a existência de alguma organização política e social que se aproxime do conceito de Estado que usamos hoje, isso até o final de 1800.
Nessas discussões podemos perceber varias construções abstratas de Império, mais segundo Luiz Felipe Silvério Lima o primeiro que vai romper com uma idéia de império nos moldes medieval cristão é CharlesBoxer que em seu livro “o Império Marítimo Português” vai propor a idéia de que o maior “triunfo” que Portugal tinha era suas rotas marítimas, Boxer examinou as características e os principais pontos estratégicos da conquista portuguesa ultramarina, como as instituições, as alianças, os modos de organização navais, mercantis, políticos, culturais e religiosos, que acabaram fazendo com que o Impériolançasse sua frota marítima para além do mar já conhecido. Essa visão de um Império Marítimo é mais interessante de se trabalhar, pois acaba quebrando com as outras versões de Império já existente, a partir dessas discussões sobre Império é possível trabalhar outro assunto que também geram alguns debates como, por exemplo, qual foi o motivo que fez Portugal buscar novas terras? Foi algo planejadopor Portugal? A expansão Ultramarina portuguesa foi impulsionada pela economia ou foi pela religião? Luiz Felipe de Alencastro no capitulo Economia Política dos Descobrimentos vai dizer que “ao estimular a expansão marítima, a realeza consegue aumentar seus ganhos sem prejudicar poderes e funções dos grupos sociais privilegiados do Antigo Regime” (ALENCASTRO, p.124), é possível encontrar elementoseconômicos na expansão, mas já em outros discursos vão colocar a expansão como sendo uma tática religiosa para evangelizar novas terras, mais qual delas é a verdadeira resposta para a pergunta sobre o motivo da expansão. As duas respostas são viáveis mais desde que não sejam reforçados apenas um dos aspectos, a religião possivelmente ajudou na economia dos descobrimentos, mas não podemos esquecerque como Hespanha propôs não podemos pensar que a expansão portuguesa teria sido uma campanha pensada e programada, pelo contrario as ações iam ocorrendo de acordo com o que estava acontecendo, não sendo uma “expansão teleológica”.
A partir desse momento podemos pensar sobre o imaginário desses viajantes, o que esses viajantes traziam de seu país, mas primeiramente devemos definir Imaginário,para Evelyne Platagean o imaginário é “ constituído pelo conjunto das representações que exorbitam do limite colocado pelas constatações da experiência e pelos encadeamentos dedutivos que estas autorizam”(PLATAGEAN, p.291), antes das grandes navegações pouco se sabia sobre o oceano, as navegações só ocorriam entre a península Ibérica e a África (mar Mediterrâneo) e também era possível navegar noIndico mais somente pelo litoral africano, além dessa “pequena” faixa de água já conhecida habitava o maravilhoso que segundo Luis Adão Fonseca o maravilhoso medieval é “mais do que uma categoria ou um atributo, ele é um universo” , Fonseca ainda explica que esse maravilhoso não é “do oceano e sim no oceano.”(FONSECA, p.36), na Idade Média o imaginário dos navegantes foi fortemente influenciado portextos bíblicos na qual podemos citar Gênesis “Deus criou, segundo as suas espécies, os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas” podemos perceber que a imagem do oceano que era representado parecia ser algo violento e perigoso, mais o interessante é que Fonseca nos mostra a ambigüidade nesse imaginário pois ao mesmo tempo que é perigoso pode ser a salvação, como por exemplo...
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