Ensaio sobre a liberdade

912 palavras 4 páginas
Ensaio não é a chamada liberdade do querer e sim à liberdade civil ou social: a natureza e os limites do poder que a sociedade legitimamente exerça sobre o indivíduo. Ela influencia as controvérsias políticas da época e talvez se reconheça a questão vital do futuro. A luta entre a Liberdade e a Autoridade é a mais nítida caraterística das partes da história, particularmente da história da Grécia, de Roma e da Inglaterra. Esse debate se travou entre os súditos, ou algumas classes de súditos, e o governo. Liberdade significava a proteção contra a tirania dos governantes políticos. Os governantes eram concebidos em uma posição necessariamente antagônica ao povo por eles governado; jamais a exerceram de acordo com a vontade dos governados. O poder deles era encarado como necessário, mas também como altamente perigoso.
Os patriotas consistiam em pôr limites ao poder que ao governante se toleraria exercesse sobre a comunidade e essa limitação era o que entendiam por liberdade. Sendo tentada de duas maneiras. Primeiro, pela obtenção do reconhecimento de certas imunidades, conhecidas por liberdades ou direitos-políticos e em segundo expediente consistindo no estabelecimento de freios constitucionais.
Chegou um tempo em que os homens cessaram de julgar uma necessidade da natureza que seus governantes fossem um poder independente, de interesses opostos a eles. Iniciaram-se os governantes eletivos e temporários se tornando a matéria proeminente dos esforços do partido popular. O poder era o próprio poder da nação, concentrado, e numa forma conveniente ao seu exercício. Esse modo de pensar, ou melhor, talvez — de sentir, tornou-se comum na última geração do liberalismo europeu. O conceito de que o povo não precisa limitar seu poder sobre si mesmo, podia parecer axiomático quando o governo popular não passava de um sonho, ou de algo que se lia ter existido em algum período-remoto do passado.
Nem era tal noção necessariamente perturbada por aberrações temporárias como as

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