Ensaio acerca do ensino de filosofia no brasil: apredizagem ou devaneio?

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  • Publicado : 23 de julho de 2012
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Ensaio acerca do ensino de Filosofia no Brasil: aprendizagem ou devaneio?

A questão que me proponho analisar no presente ensaio é sobre a aprendizagem aplicada à Filosofia no Brasil. Todos sabemos que ao longo dos últimos anos a disciplina de Filosofia foi reinclusa no Currículo Escolar de Ensino Médio público e privado. Muito mais pela demanda dos vestibulares do que pelo próprio êxito doensino a filosofia. Se nós da área podemos nos sentir satisfeitos por que agora temos maior campo de trabalho, por outro lado devemos ficar inquietos com o futuro da Filosofia enquanto disciplina aplicada.

Uma outra crítica que cabe aqui é quanto ao ensino de Filosofia dentro mesmo da Universidade, onde nós brasileiros não temos área de pesquisa independente, ou seja, formamos apenashistoriadores de filosofia e comentadores de filósofos. Dada essa situação, como responder aos problemas acerca do ensino de Filosofia na Educação?

Gostaria de introduzir o texto com uma breve história da Filosofia da Educação. Desde os primórdios sabemos que a função do filósofo sempre foi encontrar as verdades acerca do mundo, compreendê-lo através do pensamento e observação, interagindo e criandoconceitos para palavras já existentes. Filósofos sempre foram os “educadores definitivos” da humanidade, seja pela ousadia do pensamento, ou pelo desprendimento com o que faziam. Não obstante, tenhamos tantos nomes que se debruçaram a escrever sobre Filosofia da Educação, e aqui podemos citar vários como Aristóteles, Platão, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Locke, Rousseau, Kant, Hegel, Conte,Dewey, etc.

Ao analisarmos o contexto atual educacional, percebemos o quão problemática a educação se tornou nos últimos anos. Poderíamos citar inúmeras fendas encontradas no âmbito da pedagogia da escola, a começar pelo fato dela não conseguir atender as necessidades do “homem pós-moderno”, homem esse que nasceu no berço da tecnologia. O problema da democratização da educação não fica restrito àquestão da prática educacional, pura e simplesmente, mas no enfoque dado pelos educadores a esta prática. Entretanto, compreende-se que a educação está aberta a questionamentos. Por isso, acredita-se que a Filosofia é uma das muitas alternativas para se tentar pensar a educação como instrumento de transformação social. Entretanto, no Brasil tivemos inúmeras tendências pedagógicas na tentativa depossibilitarmos a sociedade uma educação de qualidade. Ao contrário de uma proposta liberal de Educação, que procura integrar o sujeito ao mercado de forma reprodutora, existe uma Pedagogia Progressista que propõe a formação do indivíduo como indivíduo crítico. No entanto, essa proposta pode facilmente incorrer ao erro se ao invés de cuidar da formação do sujeito enquanto ser crítico por si mesmo,ela instaure modelos já prontos e convencionais para o mesmo, não dando espaço para a formação da consciência do indivíduo.

Para o filósofo John Dewey, vida e educação são uma e mesma coisa. A educação nada mais é do que uma “contínua construção de experiência”. Na teoria que expomos, educação não é preparação, nem conformidade. Educação é vida, e viver é desenvolver-se, é crescer. Vida ecrescimento não estão subordinados a nenhuma outra finalidade, salvo a mais vida e mais crescimento. O processo educativo, portanto, não tendo nenhum fim além de si mesmo, é o processo de continua reorganização, reconstrução e transformação da vida. Na frase de Dewey, o hábito de aprender diretamente da própria vida, e fazer que as condições de vida sejam tais que todos aprendam no processo de viver,é o produto mais rico que pode a escola alcançar. Graças a esse hábito, a educação, como reconstrução continua de uma experiência, fica assegurada como atributo permanente da vida humana.

Dada as circunstâncias acima, como propor uma didática de ensino de Filosofia, se é que ela existe? O que faremos nas salas de aula para que o ensino de Filosofia não se transforme em mais uma disciplina...
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