Ensaio acadêmico - a língua de eulália

Páginas: 6 (1278 palavras) Publicado: 5 de abril de 2011
O presente artigo acadêmico, referente ao livro “A Língua de Eulália” de Marcos Bagno, pretende desenvolver uma discussão que surpreende a língua portuguesa e a muitas pessoas, pois, aborda a forma específica de falar, ou seja, a forma português padrão, forma acadêmica como também a forma não – padrão.

O autor busca explicar essa problemática que “falar diferente não é falar errado” eusando o modo de falar da personagem Eulália, amiga de Irene, que usa termos como: véio, trabáio, cuié, broco, grobo... , afim de mostrar que “o que pode parecer erro no português não-padrão tem uma explicação lógica, científica (linguística, histórica, sociológica, psicológica)”, afim de quebrar a ideologia geradora do Preconceito Língüístico que está ligado ao boa parte ao curso da história delíngua e gramática.

A professora Irene, personagem principal do livro, recebe em sua casa nas férias de julho, sua sobrinha (Vera) e duas amigas dela da faculdade (Silvia e Emilia). As meninas acham engraçado o modo de falar de Eulália, então, Irene começa a mostrar às meninas que cada cultura tem seu jeito proprio de falar, modos herdados de antepassados, ou mesmo dificuldade na língua (órgão)ao pronunciar certas palavras.

O autor Marcos Bagno, nasceu em 21 de agosto de 1961 em Cataguases (MG), é um linguista e escritor brasileiro. É professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados, entreliteratura e obras técnico-didáticas.

Atua mais especificamente na área de sociolingüística e literatura infanto-juvenil, bem como questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.

Em nosso país a língua oficialmente falada é o “Português”. Mas será que o “Português” é a única língua expressamente dita no Brasil?

Não, na verdade existe diversas outras línguas que aquisão faladas em diversos pontos e lugares do nosso país. Ex.: Índios, comunidade de imigrantes estrangeiros.

“Diz-se que o “brasileiro não sabe Português” e que “Português é muito difícil” Estes são alguns dos mitos que compõem um preconceito muito presente na cultura barsileira: o língüístico. Tudo por causa da confusão que se faz entre língua e gramática normativa (que não é alíngua, mas só uma descrição parcial dela). Separe uma coisa da outra.”

Revista Nova Escola, maio de 1999.

Existem vários fatores que diferenciam uma língua da outra. Ex.: O modo de falar do brasileiro e o modo de falar do Português.

A língua também fica diferente quando falada por um homem ou por uma mulher, por uma criança ou por um adulto, por uma pessoa alfabetizada oupor uma não alfabetizada, por uma pessoa de classe alta ou por uma pessoa de classe média baixa, por um morador da cidade e por um morador do campo e assim por diante.

A nossa língua passa por mudanças constantemente, pois, além de variar geograficamente, no espaço, também muda com o tempo. A prova mais clara sobre isso, era como era falada a língua aqui no Brasil, por exemplo, no iníco dacolonização e que será diferente daqui a uns trezentos anos, ou seja, toda lingua muda ao longo do tempo, a chamada mudança diacrônica, e varia no espaço (geograficamente), chamada de variação diatópica, há ainda a variação social chamada de diastrática, que é determinada pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o gênero, e a variação estilística, que considera ummesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores.

De acordo com Marcos Bagno, que quando se estabelece uma “Norma Padrão” ou mais conhecido como “Norma Culta” e/ou até mesmo como “Português padrão” (PP), apresenta – se um ganho de importância e prestígio...
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