Engenharia civil

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1. -------------------------------------------------
Engenharia civil

1.1 Introdução

Refletir sobre a identidade do engenheiro talvez deva ser o primeiro passo para
aqueles que querem contribuir para a formação do futuro profissional dessa área, não apenas como alguém qualificado a desempenhar uma função produtiva e de liderança no mercado de trabalho, mas como um ser humano demúltiplas facetas, capaz de compreender, aceitar, defender e melhorar a percepção – e a realidade – do que significa cabeça de engenheiro. Também pode ser bom para jovens aspirantes a engenheiro refletirem sobre essa identidade, observando em si mesmos as características da profissão, as habilidades e até mesmo as dificuldades que, ao que parece, tendem a ser associados aos engenheiros... como por exemploa facilidade nos cálculos ... a dificuldade de escrever ou se expressar... a habilidade manual... a tendência a visualizar os fenômenos antes de descrevê-los sintática ou matematicamente... A lista pode ser bem grande (complete-a você mesmo, leitor, com boas ou más impressões...).

1.2 A Evoluição da profissão de Engenharia Civil
No tempo das cavernas o Homem lascava pedras para construirarmas e utensílios rudimentares, com a ciência moderna, calcada na observação, na mensuração e na consequênte capacidade de formulação de leis e modelos de comportamento dos fenômenos físicos. É possível imaginar que entre os lascadores primitivos havia algum que provavelmente percebia, de forma rudimentar, a diferença entre a dureza das várias pedras que lascava. É possível também que percebesse anecessidade de opor pedras de graus de dureza variados, para obter uma lasca um pouco mais afiada...

Talvez fosse aquele que observasse a lasca produzida acidentalmente a partir da pedra quebrada e identificasse nela um lado mais afiado, útil para quebrar ou raspar a casca do fruto, por exemplo. Essa capacidade de observação, mesmo empírica, baseada na experiência de quem realizava aoperação, poderia ser o diferencial na hora de um enfrentamento do grupo com a necessidade de abater um animal, ou de acessar sua carne, por exemplo, ou mesmo no enfrentamento com outro grupo, interessado em dividir com o nosso engenhoso ser pré-histórico o mesmo alimento. Note-se aqui que o termo “engenhoso” não significa a engenharia sistematizada e apoiada em cálculos matemáticos e consideraçõescientíficas. Significa uma postura, um olhar curioso e uma ação, uma intervenção nas condições concretas, pela modificação ou uso de materiais que estão à sua disposição. Pode ter sido essa capacidade de observação que guiou empiricamente alguns homens préhistóricos na escolha das pedras mais resistentes – sílex - , o que garantiu a sobrevivência de instrumentos rudimentares, por milhares de anos,permitindo que os estudiosos reconstituam o tipo de vida e o conhecimento existente entre os membros dos grupos humanos da Idade da Pedra.

Se flexibilizar-se o conceito de tecnologia e de indústria, poderá imaginar um primo muito distante do engenheiro atual, pertencente à espécie que hoje é designada “homo erectus”. Há dois milhões de anos, ele produziu e usou ferramentas toscas (pontas, martelos eenxadas rudimentares), que não precisaram ser modificadas, ao longo de milhares de gerações, porque serviam exatamente às necessidades de sobrevivência do grupo. Esse conjunto de itens tecnológicos (possivelmente associado a utensílios de couro e cascas de ovos ou árvores, que não sobreviveram à ação do tempo), hoje chamado indústria de Olduvai (em função do local onde se situa, na África),serviu para prover a fantástica capacidade de sua locomoção do grupo, estimada em 10 quilômetros a cada geração, suficiente para que os “erectus” ganhassem o status de nômades.
Ao perseguirem a caça e os melhores frutos, em baixa velocidade de locomoção, os grupos nômades observaram um fenômeno curioso: o fogo, produzido pelo raio que incendeia a savana. Se todos viram o fogo, alguns (os...
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