Energia nuclear no irã

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  • Publicado : 22 de novembro de 2012
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Com o apoio dos Estados Unidos foi lançado na década de 1950, o programa nuclear iraniano como parte do programa Átomos para a Paz. Abandonado pelo Irã após a Revolução Islâmica de 1979, o programa retornou com o apoio da Rússia e menor assistência ocidental. O governo iraniano afirma que o objetivo do programa é desenvolver centrais nucleares de forma pacifica para obtenção de energia edesenvolvimento da área de medicina. O atual programa, administrado pela Organização de Energia Atômica do Irã, com a supervisão de Mahmoud Ahmadinejad, atual presidente iraniano, inclui diversos centros de pesquisa, uma mina de urânio, um reator nuclear e instalações de processamento de urânio que incluem uma central de enriquecimento.
Entretanto os governos dos Estados Unidos e de outras nações(Irã, França e Reino Unido) alegam que o programa é uma cobertura para uma tentativa de obter armas nucleares, pois para obter-se combustivel para um reator de energia, o urânio é enriquecido entre 3% e 5%, e não a 20%, como no caso do Irã, que estaria buscando atingir os mais de 80% utilizados para a construção dessas armas. Consequentemente Mahmoud defende-se afirmando que os paises ocidentaistentam impedir o desenvolvimento técnologico de seu país. Em 2010, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, excluiu o Irã e a Coreia do Norte da nova doutrina nuclear americanaque, implica aos Estados Unidos que se comprometam a não usar armas nucleares contra os países que não possuam esse tipo de armamento e que respeitem as regras do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Ogoverno iraniano entendeu a exclusão como uma ameaça de ataque nuclear ao Irã e reagiu enviando uma carta à ONU, denunciando formalmente Obama por chantagem, afirmando que tanto a doutrina nuclear quanto o discurso do governo dos Estados Unidos revelam a intenção de recorrer a armas atômicas contra o Irã, que é signatário do Tratado de Não Proliferação, o Irã também reafirma na carta, seucompromisso com um mundo sem arsenais nucleares e indiga os países membros da ONU a promover a destruição total desses arsenais.
Inicialmente o Irã deveria parar com todas as suas atividades de enriquecimento de urânio ou enfrentar a possibilidade de sanções econômicas e diplomáticas, segundo uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da. Essas sanções foram aprovadas e tomaram como medidas aproibição do Irã de exportar armas e o veto a negociações com determinadas autoridades e instituições. Em 2010 além de não cancelar seu polêmico programa de enriquecimento de urânio, o Irã ignorou as advertências da comunidade internacional e começou a produção enriquecida a 20 %, ocasionando novas sanções impostas pela ONU e pelo presidente Obama, as quais, segundo a imprensa-empresa, teriamsido “muito eficientes”, causando repentina desvalorização da moeda iraniana. Os iranianos, corretamente, entendem que estão sendo atacados; e ameaçaram, em resposta, bloquear o Estreito de Ormuz, por onde tem de transitar grande parte do petróleo que flui do Oriente Médio para a economia global. Se a crise aprofundar-se e o Irã cumprir a ameaça e fechar Ormuz, praticamente com certeza os EUAintervirão para reabrir o estreito. Isso levará a guerra pela qual o Irã será responsabilizado, mesmo que, como se sabe, as recentes sanções impostas ao país pelos EUA equivalham a ato de guerra. Também subirão os preços do petróleo, já que o Irã é o quarto maior produtor mundial. Ahmadinejad recusou-se a discutir com grandes potências sobre a questão, que prejudicou diretamente o comércio e o setormilitar iraniano.
Brasil e Turquia, que são membros não permanentes do Conselho de Segurança, eram contrários a novas sanções contra o Irã e defenderam a via diplomática para resolver a crise. Os dois países ofereceram-se, então, para mediar as negociações com o Irã e buscar uma alternativa para sair do impasse, propuseram que aceitasse o plano da Agência Internacional de Energia Atômica, de...
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