Energia eolica

1252 palavras 6 páginas
Já em Jacob Gorender, a importância da “autonomia” escrava é altamente relativizada. Para esse autor, o escravo age principalmente através da resistência, da revolta, (no documento1, fala-se do temor dos senhores brancos diante do número e das ações dos escravos fugidos e organizados em quilombos). Gorender conceitua o escravo como o agente subjetivo do processo de trabalho no modo de produção escravista colonial. Apesar de indivíduo coagido e brutalizado, conserva ainda a sua condição humana e é isto que torna a possibilidade da revolta sempre latente; o que implica, como em todo sistema de exploração do trabalho escravo, no alto custo da vigilância. No documento1 há uma situação de caos devido à negligência dos órgãos administrativos quanto à vigilância dos escravos, constatada no trecho:
“... Tem crescido estas insolências depois que as Câmaras tiveram proibição de despenderem as rendas delas, porque não podem fazer porções a capitães do mato nem os corregedores lhes querem levar em conta, nem consentir, nestas despesas”.Portanto, para Gorender o conceito de “brecha camponesa” é equivocado e de pouca importância. Esse autor considera a posse de lotes de terra pelos escravos como concessão senhorial temporária e facilmente revogável, que não interfere com o modus operandi do modo de produção escravista. Para Gorender, a existência de uma “brecha camponesa” dentro do modo de produção escravista (como defendido por Cardoso) é impossível, pois essas duas realidades se negam mutuamente, sua coexistência é impossível.Quanto à relação senhor-escravo, para Gorender é uma relação de dominação direta cuja lógica se inscreve dentro das determinações de um sistema produtivo mais amplo, ao qual o próprio senhor está subordinado. Para esse senhor de terras, é imperativo submeter e enquadrar o escravo dentro da engrenagem de funcionamento desse sistema produtivo. Esse escravo, assim submetido a duras e implacáveis condições de trabalho, torna-se uma simples “peça” da

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