Empresa

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ANO 5 – N.21 – SALVADOR/BA – MAR, 2007 – ISSN: 1809-1687
Parte I publicada em Janeiro/2007.ANO 5 – Nº 20.
continuação
A INICIATIVA PRIVADA NO CONTEXTO SOCIAL:
Exercício de Cidadania e Responsabilidade Social
Roberto Fonseca Vieira∗
Parte II: A Empresa como unidade social
Tomando como base às relações múltiplas e recíprocas entre a organização e a sociedade, faz-se necessário uma reflexãosobre a empresa, seus objetivos, diretrizes e relação com o interesse público, permitindo-nos demonstrar a real participação da empresa no contexto social, sobretudo através de suas ações de responsabilidade social, elemento que consagraremos na parte III desse nosso trabalho.
Pela abordagem tradicional, pressupõe-se que a principal meta de uma empresa seja de natureza econômica, tendo porobjetivo a otimização do lucro e do patrimônio. Entretanto, enquanto sistema aberto, observado mais adiante, a empresa encontra-se em constante interação com os meios que a cerca, sofrendo influências de forças tanto endógenas, quanto exógenas, nos leva a crer, o importante papel social que tem a desempenhar, até porque, se por um lado seu o objetivo final é a aquisição do lucro, por outro, o mesmo só setorna legitimo, na medida em que atende aos interesses do meio social ao qual esta se insere, criando políticas de interesses identificadas, reconhecidas e valorizadas por sua missão maior que é servir a sociedade.
∗ Pós-Graduado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Professor da Universidade Estácio de Sá. Pesquisador no Núcleo ComunicaçãoOrganizacional e Relações Públicas junto A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM. Autor de Livros, entre os quais “Relações Públicas: opção pelo cidadão”. RJ: Mauad, 2002.
ANO 5 – N.21 – SALVADOR/BA – MAR, 2007 – ISSN: 1809-1687
Koontz e O’Donnell confirmaram esta condição ao afirmarem que as “empresas, assim como os homens, não vivem para si sós. Sãoinstituições entrelaçadas que o homem julgou conveniente organizar para atender às suas necessidades”. (11)
Por outro lado, em atendimento a essas necessidades, Raimar Richers diz ao definir empresa:
“(...) é uma organização que se propõe a, regularmente, transformar insumos e/ou transacionar bens que considera úteis para a sociedade, sejam eles matérias-primas, produtos semifabricados, bensindustriais, bens de consumo ou serviços. Pelo esforço de ser útil, a empresa espera ser remunerada (...). Ademais (...) espera auferir um diferencial entre custos totais e o seu preço de venda, ou seja, um lucro que lhe permita remunerar os riscos dos seus investidores e a reinvestir uma parte destes lucros para poder crescer”. (12)
Nessa perspectiva, considera-se a empresa, antes de tudo, umaorganização social, e como tal envolvendo-se, através de valores, essencialmente, humanos. Portanto, uma associação de indivíduos, que reúnem esforços em torno de um objetivo comum, sobretudo no que diz respeito à diversidade de suas relações com a comunidade. Diante desse aspecto é vista como um prolongamento, uma ampliação do seu espaço humano interno. Perspectiva essa, que é consagrada por sua naturezasocial e humana.
Nesse sentido é Marcovitch, que nos afirma:
“Quando o homem junta esforços com outros homens surge à organização. O homem é um elemento multiorganizacional que continuamente vê-se afetado por várias organizações e, ao mesmo tempo, as influencia (...). A organização corresponde a uma associação de homens e uma coordenação de esforços”. (13)
ANO 5 – N.21 – SALVADOR/BA – MAR, 2007 –ISSN: 1809-1687
Isso nos permite igualmente afirmar que homem é um ser eminentemente social, exercendo influência e transformando seu mundo, e que está em constante processo de interação com tudo que o cerca. Nesse sentido, lembramos Emanuel Carneiro Leão, que ao falar a respeito desse modo de ser do homem, caracterizado pela convivência, nos diz:
“O homem não pode existir senão em comércio...
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