Emile

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|1 INTRODUÇÃO |
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|Partindo-se da hipótese de que a marcas que denunciam a subjetividade na linguagem possibilitam analisar a relação intersubjetiva entre o locutor e o interlocutor, pretendemos analisar neste artigo o |
|sentido de morte que se depreende da letra da música Canto para minha morte, do álbum Há 10 mil anos atrás de Raul Seixas (1976). A fundamentação teórica deste estudode caráter descritivo-qualitativo|
|concentra-se em Émile Benveniste ([1946] 2005a, [1956] 2005b, [1958] 2005c, [1966] 2006c, [1970] 2006a). Para dar conta desse objetivo, estruturamos este artigo em mais três seções. Na segunda seção, |
|apresentamos alguns conceitos-chave da enunciação em Benveniste, para que possamos situar as noções que procedem dessa teoria e justificarmos o porquê deum estudo linguístico voltado à enunciação. Na|
|terceira seção abordamos a metodologia e analisamos a letra da música. Na quarta seção, apresentamos as considerações finais destacando algumas conclusões e possíveis estudos que a teoria da |
|enunciação de Benveniste proporciona.|
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|2 A TEORIA DA ENUNCIAÇÃO: O USO DA LÍNGUA SEGUNDO ÉMILE BENVENISTE|
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|Privilegiar a orientação teórica de Benveniste tem um motivo: ele é considerado o pai da linguística da enunciação. Combase em pressupostos estruturalistas, Benveniste filia-se a Saussure e conserva |
|os princípios estruturais da língua em sua teoria; contudo, não estaciona. Benveniste vai além, ao contemplar o “homem na língua”; a novidade está em articular sujeito e estrutura: |
|Benveniste libertou os linguistas presos às amarras da teoria saussuriana. Ele lhes devolveu a subjetividade, omundo e o discurso que se faz sobre ele; Benveniste reatou com a filosofia e |
|aproximou-se da psicologia social e da pragmática, reencontrou a virtude do diálogo e da interação. Enfim, uma Linguística diferente. (NORMAND, 2009, p. 197). |
|Normand (2009) aborda o parentesco entre Saussure e Benveniste e qualifica a linguísticabenvenistiana como “diferente”. Isso porque Benveniste atribui uma característica ímpar aos estudos da |
|linguagem: a singularidade. Para ele, “a enunciação é este colocar em funcionamento a língua por um ato individual de utilização” (BENVENISTE, 2006a, p. 82). Se é individual, o locutor faz uso da |
|palavra elegendo mecanismos próprios, em uma ação que é sempre inédita e irrepetível....
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