Em larvas de aedes

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altEraÇÕES MorFoHiStolÓgiCaS EM larVaS DE Aedes
aegypti (linnaEUS, 1762) (DiPtEra, CUliCiDaE) CaUSaDaS
PEla atiViDaDE larViCiDa Do ÓlEo-rESina Da Planta
MEDiCinal Copaifera reticulata DUCKE (lEgUMinoSaE)
Rosângela Addad Abed,  Gláucia Maria Cavasin,  Heloísa Helena Garcia da
Silva, 2 Regina Geris 3 e Ionizete Garcia da Silva 2
RESUMO
O óleo-resina de Copaifera reticulataDucke foi utilizado para verificar sua toxicidade e as
alterações morfológicas estruturais provocadas em larvas de 3° estádio de Aedes aegypti. A partir
de 15 minutos de contato da larva com a solução a 30 ppm, houve diminuição em sua mobilidade e
após 20 horas, destruição total ou parcial das células, elevada vacuolização citoplasmática, aumento
do espaço intercelular e da liberação desecreções celulares e alterações nos nervos periféricos, nas
microvilosidades, no núcleo, nucléolo e no epitélio que sofre pavimentação e estratificação. Este
estudo elucida os mecanismos de ação do óleo-resina de C. reticulata sobre larvas de A. aegypti. As
CL50 e CL90 foram de 8,9 e 59,4 ppm, respectivamente. Tais concentrações evidenciam o potencial
larvicida da planta, ampliando aspossibilidades de seu uso no controle deste mosquito.

DESCRITORES: A edes aegypti . C opaifera reticulata . Morfohistologia.
Toxicidade. Controle.
INTRODUÇãO
O Aedes aegypti é o vetor mais importante de dengue e febre amarela
na Ásia, África e Américas (18, 24). Adaptado ao ambiente urbano, este mosquito
vive em contato com um terço da população mundial, sendo permanente o risco de
transmissão dedengue na área cosmotropical (24).
1 Departamento de Morfologia, Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Universidade Federal de
Goiás (UFG).
2 Laboratório de Biologia e Fisiologia de Insetos e Xenodiagnóstico, Instituto de Patologia
Tropical e Saúde Pública (IPTSP), UFG.
3 Instituto de Química, Universidade Federal da Bahia (UFBa).
Endereço para correspondência: Dr. Ionizete Garcia da Silva,Departamento de Microbiologia, Imunologia, Parasitologia e Patologia, IPTSP/UFG, Caixa Postal 131, CEP: 74001-970. Goiânia, Goiás, Brasil.
E-mail: ionizete@iptsp.ufg.br
Recebido para publicação em 17/11/2006. Revisto em 20/3/2007. Aceito em 26/3/2007.
Vol. 36 (1): 75-86. jan.-abr. 2007

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A Copaifera reticulata Ducke (Leguminosae-Caesalpinoideae) ocorre na
região tropical da AméricaLatina, com larga distribuição na Amazônia brasileira.
Através de fendas na casca ou no caule, esta planta exsuda um óleo-resina,
sendo por esse fato conhecida como pau-d’óleo. As populações da Amazônia
têm utilizado esse exsudado como recurso terapêutico para diversas indicações
etnofarmacológicas (7, 17).
Sem uma vacina disponível para os quatro sorotipos de vírus do dengue,
seu controle temsido feito mediante ações antivetoriais, sendo priorizadas aquelas
com inseticidas sintéticos, cujo uso prolongado trouxe como conseqüência o
aparecimento de mosquitos resistentes (4, 6, 8, 9, 14, 16). Esse fato, associado
à necessidade de preservação ambiental, suscitou pesquisas de novos princípios
ativos de baixo impacto. Vários métodos de controle com baixa toxicidade vêm
sendo avaliados,dentre esses os de origem botânica (11, 15, 21, 23).
Este estudo elucida, pela primeira vez, o mecanismo de ação do
óleo-resina de C. reticulata na mortalidade do A. aegypti, por meio de estudos
morfohistológicos e de toxicidade.
MATERIAL E MÉTODOS
Nos bioensaios para verificar a atividade larvicida do óleo-resina,
foram utilizadas larvas de 3° estádio de A. aegypti, obtidas de colôniacíclica
mantida há mais de dez anos no Laboratório de Biologia e Fisiologia de Insetos e
Xenodiagnóstico, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da
Universidade Federal de Goiás (UFG), a 28±1°C, 80±5% de umidade relativa e
fotofase de 12h.
O óleo-resina in natura foi coletado no município de Jacundá-PA, Brasil,
através de uma incisão com trado a uma altura de 70 cm do tronco...
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