Efeitos ecologicos

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  • Publicado : 24 de fevereiro de 2013
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• Efeitos ecológicos – Desmatamentos e desflorestamentos, exaustão das pastagens, exposição dos solos ao sol, compactação dos solos, usos inapropriados dos recursos hídricos escassos, desertificação, desenfreada especulação sobre os recursos naturais básicos e diferentes formas de poluição ambiental. A dimensão ecológica do semi-árido tropical brasileiro apresenta espaços limitados aodesenvolvimento de atividades agrossilvo-pastoris.
Os principais problemas do Agreste e do semi-árido, conforme diagnosticado pelo Instituto de Planejamento de Pernambuco – Condepe, constante no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Sertão de Pernambuco, são:
• Vulnerabilidade às secas, que impactam diretamente a agricultura de sequeiro e
pecuária.
• Fraca capacidade para reorganizar a estruturaprodutiva do Sertão.
• Desmatamento resultante da pecuária extensiva e do uso de madeira para fins
energéticos.
• Graves níveis de desertificação.
• Salinização dos solos decorrente do manejo inadequado na agricultura irrigada.
• Baixa produtividade nas atividades agrícolas e no pastoreio.
• Perda de dinamismo de atividades industriais e comerciais.
• Precária conservação dainfra-estrutura rodoviária.
• Precário atendimento dos serviços de comunicação.
• Precário sistema de difusão tecnológica.
• Baixa produção científica e tecnológica para as necessidades do semi-árido.
• Deficiência nos níveis de capacitação de mão-de-obra rural, industrial e do
comércio.
• Fragilidade institucional.
• Gestão municipal sem planejamento e comprometimento comobjetivos de longo
prazo.
O problema da desertificação tem grande importância para o desenvolvimento do Sertão e do Agreste do Estado. Os processos permanentes de perda da produção e da produtividade agrícolas, já diagnosticados, podem inviabilizar um nicho importante para a economia da região, agravando-se pela pequena disponibilidade de recursos hídricos.
Os estudos mostram, em suas estratégias,a necessidade de se impedir que o processo de acumulação de capital se dê à custa da depredação dos recursos naturais, da concentração monopolista da propriedade privada da terra e da exploração intensiva da mão-de-obra em todas as regiões de desenvolvimento no Estado de Pernambuco.
Os estudos estratégicos da Agenda apontam, ainda, para o fenômeno das secas periódicas, que pode e deve seradministrado com o ajuste da demografia ao meio ambiente semi-árido e também que deve ser acompanhado por uma política de emergência radicalmente democrática e capaz de atender à população afetada com rigoroso e eficaz programa de segurança alimentar e de abastecimento.
Concluem, os estudos, que os poucos focos de desertificação em processo, no Estado, no presente momento, são comparados a uma doençaque pode e deve ser curada; portanto, são reversíveis, bastando, para tanto, vontade política.

------ Os ecossistemas florestais do Estado de Pernambuco encontram-se em estado avançado de degradação e necessitam de atenção, principalmente aquele inserido quase completamente no espaço de urbanização mais intensiva no Estado, como é o caso da Mata Atlântica. Dessa forma, a existência de reduzidasáreas verdes e a deficiente arborização urbana se apresentam como passivos ambientais urbanos que necessitam ser trabalhados.

Já o Estado de Pernambuco, preocupado com a qualidade ambiental e a sustentabilidade no uso dos recursos naturais, particularmente nos ecossistemas frágeis do semi-árido, vem consolidando o processo de elaboração das Agendas 21 locais, do Plano Estadual de Combate àDesertificação, além da Política Estadual de Controle da Desertificação.
O alto fluxo turístico no período de férias e de verão vem provocando uma sobrecarga na capacidade de suporte dos ecossistemas e da infra-estrutura dessas cidades, em particular os manguezais e a faixa de praia.
Para suportar o desenvolvimento desses empreendimentos é necessário a existência de condições ambientais locais...
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