Efeito da glutamina nos ratos

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  • Publicado : 15 de fevereiro de 2013
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INTRODUÇÃO
A relação entre disponibilidade de aminoácidos ou de outros substratos metabólicos, e o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo vem sendo estabelecida. Consideráveis esforços são realizados na identificação de substâncias capazes de melhorar a resposta imune, com os chamados imunonutrientes. A imunonutrição constitui um novo campo de investigação em nutrição. Atualmente,tem-se dado muita atenção à influência dos nutrientes na fase inflamatória aguda, em particular, do trato intestinal.
Estados hipercatabólicos do organismo são observados quando não há adaptação a agentes estressores como, por exemplo: o exercício exaustivo ou prolongado, as pós-cirurgias, o transplante de medula óssea e em outras situações de comprometimento da homeostase orgânica. O estresseagudo de contenção tem sido utilizado como modelo indutor de estresse psicológico e desencadeia alterações imunes e um padrão de secreção hormonal similares aos demais tipos de estímulos indutores de estresse.
A modulação do sistema imunológico, induzida pelo estresse já é um fenômeno bem conhecido, estando descrita a ocorrência de neutrofilia, linfopenia e monocitose a seguir à exposição aoestímulo indutor da situação de estresse. As funções anti-microbianas e antitumoral de macrófagos/monócitos parecem, também, diminuir. A diminuição dessas funções tem sido associada a uma maior incidência de infecções e ao alastramento de tumores em animais submetidos a condições de estresse prolongado.
No hipercatabolismo a glutamina é reconhecida como aminoácido "condicionalmente essencial", e temdespertado interesse dos pesquisadores por sua capacidade de interferir no funcionamento de células do sistema imune. Por exemplo, os macrófagos utilizam glutamina para realização da função fagocítica e citotóxica. Esse aminoácido também é utilizado em altas taxas para proliferação de linfócitos e atividade fagocítica de neutrófilos.
O aumento dos níveis plasmáticos de corticosterona, associado aoestresse agudo, pode exacerbar a gliconeogênese, causando degradação protéica acompanhada de padrão específico de liberação de aminoácidos para o sangue. Dos aminoácidos mobilizados do meio intra para o extracelular, em resposta ao estresse, a glutamina parece ser um dos primeiros. Ao mesmo tempo, o estresse pode provocar um aumento na captação da glutamina pelos rins, fígado e intestino. Se há umaumento na utilização e diminuição na demanda, a suplementação poderia ser um fator importante. Estudos recentes demonstram que a suplementação oral ou intravenosa de glutamina tem ação imunoestimulatória em linfócitos e neutrófilos. Apesar das evidências da importância da suplementação da glutamina, Newsholme recomenda maiores investigações sobre a influência deste aminoácido sobre o sistemaimune in vivo.
Este estudo teve por objetivo verificar o efeito da administração via intraperitoneal de glutamina, prévia a uma situação de contenção aguda indutora de estresse, sobre o perfil leucocitário do sangue periférico e a taxa de fagocitose de macrófagos alveolares de ratos.
 
MÉTODOS
Ratos albinos machos da linhagem Wistar aos 90 dias de idade, com um peso corporal de 309 e desvio-padrão(dp) de 8,3g foram divididos em dois grupos: controle-C (n=31) e administrados com L-glutamina - GLN (n=30). Os animais foram mantidos na Colônia do Departamento de Nutrição, Universidade Federal de Pernambuco em gaiolas coletivas com temperatura ambiente próxima de 22ºC e receberam dieta balanceada (52% de carboidratos, 21% de proteínas e 4% de lipídeos - Nuvilab CR1-Nuvital®) e água ad libitum.Manteve-se um ciclo claro/escuro de 12/12 horas (claro das 6h às 18h; escuro das 18h às 6h). Para o grupo glutamina foi utilizada a dosagem de 0,2g/kg de peso do animal, via intraperitoneal, durante 10 dias, segundo a dose utilizada no estudo de Kew e colaboradores. Para os animais C, foi administrado, via intraperitoneal, o aminoácido L-glicina na dose de 0,4g/kg do peso do animal, de forma a...
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