Educação fiscal

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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE – UNIVILLE
DEPARTAMENTO DE DIREITO









ADMIRÁVEL MUNDO NOVO





FABIANA MICHELLE AENISHAENSLIN
Turma: 7BN
Professora: Fernanda Lapa



JOINVILLE – SC
2012
Admirável Mundo Novo foi publicado em 1932 e narra uma civilização onde predomina uma excessiva ordem, onde os homens são controlados desde a concepção por um sistema que aliavacontrole genético a condicionamento mental.
Nesta sociedade não havia espaço para questionamentos, dúvidas ou conflitos pois até os desejos eram controlados pelo “SOMA” (espécie de droga) objetivando preservar a ordem dominante. A liberdade de escolha estava restrita a poucas situações e a sociedade dividida em castas superiores (Beta, Alfa e Alfa+), originados de óvulos superiores fertilizadospor espermas superiores, enquanto as castas inferiores, bem mais numerosas, recebiam tratamento inferior e advinham de óvulos inferiores fertilizados por esperma inferior.
Admirável Mundo Novo profetiza uma perda total de individualidade em favor do coletivo, determinada por fatores genéticos e condicionamento constante, controlados pelos donos do poder. Narra uma sociedade sem famílias,democracia, religiões, arte, onde a promiscuidade é tolerada, já que cada um pertence a todos, e há uma oposição a tudo o que é constante ou prolongado. O livro inicia com uma longa descrição das atividades do Centro de Incubação e condicionamento, feito pelo diretor da Unidade a um grupo de estudantes. Nesse cenário utópico surge o personagem Bernard Marx, insatisfeito com o sistema de controle e o SOMA(o sobrenome é realmente uma referência a Karl Marx, precursor do Socialismo científico). Bernard empreende uma viagem com Lenina, que o levará ao Estado Selvagem, longe dos limites da cidade, que não possui nenhuma comunicação com o mundo civilizado. O estado selvagem permanece com as instituições e valores rejeitadas pelo mundo do controle, democracia, grupos familiares, relacionamentos, gruposreligiosos. Lá Bernard conhece Linda e seu filho John (personagem central do livro, mas só aparece no meio dele) e aí que começa uma difícil e intensa relação entre o amor antigo, constante e fiel, e o novo amor da sociedade organizada que não compreende relações estáveis. John tenta ensinar amor, liberdade e desejo através de citações de Shakespeare, mas sempre em vão. Suas palavras não surtemefeitos mas suas ações passam a afetar sua vida.
Bernard começa a ser reconhecido por sua aproximação com este mundo, no entanto John se recusa a participar da situação. Ao visitar um hospital, em uma das passagens do livro, se depara com uma mãe em seu leito de morte sendo observada com iniferença, John lança o SOMA fora e incita às pessoas à consciência de que a droga é venenosa. Bernard émandao para uma ilha onde as pessoas adquiriram demasiada consciência e John vai para um farol, mas logo é descoberto e começa a ser investigado e perseguido por curiosos. O suicídio fica bem explícito no enredo e é a saída tomada pelo “selvagem” como fuga daquele mundo que o incomoda.
O livro é um clássico sobre controle, futuro e liberdade, e pode ser usado como crítica do mundo atual, já que essasociedade utópica de Huxley não nos parece tão distante assim. O SOMA da realidade do livro pode ser comparado em nossos dias ao consumismo desenfreado e manipulador que é desencadeado pela alienaçãodo indivíduo frente aos meios de comunicação. Vivemos a era do “ter” em detrimento do ser, bombardeados pela mídia e uma sociedade que tenta controlar nossos passos, determinando o que devemos ser,como devemos nos vestir, como deve ser nosso comportmento, constantemente embriagados pela imbecilidade imposta pelo capitalismo. Não difere em nada da sociedade do SOMA já que somos levados à alienação imposta, como se estivéssemos anestesiados individualmente.
A prisão que cerca e limita os indivíduos no livro é a mesma que nos cerca e encarcera hoje, não podemos fugir ao senso comum, aos apelos...
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