Educação especial

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1199 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 20 de junho de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE IGUAÇU

O DIREITO A TER DIREITO
Aluno: Delma Vianna de Lima
Prof. José Joaquim
Curso: Educação Especial
Disciplina: Política da Educação Especial

A educação das pessoas portadoras de necessidades educativas especiaisé ainda um desafio para os sistemas educacionais do Brasil.
Não podemos negar que atualmente existem leis que asseguram o direito a inclusão. No entanto nem sempre foi assim. Uma breve retrospectiva histórica revela a influência das primeiras percepções da sociedade referentes às pessoas com deficiência nas práticas da atualidade.
Na Antigüidade não havia preocupação com o atendimentoeducacional das pessoas consideradas diferentes das demais. Estas eram excluídas do processo educacional e da participação ativa em sociedade. A dificuldade de ver, falar ou a falta ou deformação de um dos membros era suficiente para que as pessoas fossem abandonadas ou eliminadas, pois não tinham valor social para a sociedade que valorizava o corpo perfeito, a beleza e a capacidade retórica.Na Idade Média, o fortalecimento da Igreja Católica que aliada aos nobres exerce influência nos valores morais que regem a vida social como caridade e compaixão. De acordo com as concepções desse período, a prática do abandono às pessoas com necessidades especiais deveria ser condenada, pois todos eram filhos de Deus. A partir dessas mudanças, o deficiente foi acolhido em igrejas. Adeficiência era compreendida como um castigo de Deus e por isso deveriam ser aceitas e segregadas em asilos onde recebiam moradia e alimentação. Desse modo, as demais pessoas estariam protegidas e salvas de suas condutas anti-sociais.
Essas concepções ainda permanecem presentes na crença de algumas pessoas. É comum ouvirmos que as deficiências são castigos divinos.
Na Idade Moderna a diferençaera considerada como doença. A partir das mudanças na forma de organização da vida social que visavam a força de trabalho das pessoas com deficiência, os cegos e surdos começam a receber atenção da sociedade, pois segundo esta somente eles teriam condições de trabalhar na indústria.
Na Idade Contemporânea a educação das pessoas com deficiências é entendida como segregação em instituiçõesespecializadas que funcionam como asilos, a instrução básica na leitura, escrita e cálculo também eram oferecidos para estas que deveriam ser a mão-de-obra da indústria.
O deficiente que antes recebia abrigo e alimentação como caridade torna-se capaz de contribuir com sua sobrevivência e, portanto não pode ser considerado deficiente ou excepcional.
Somente com a utilização dodeficiente no trabalho, há o interesse na sua educação e por isso passa a possuir apenas algumas necessidades especiais. Diante disso o termo portador de necessidades especiais passa a ser utilizado. Esse termo o livra teoricamente de ser considerado inútil, porém pouco tem contribuído para sua inclusão na sociedade.
O interesse pela escolarização e atendimento da pessoa com necessidadesespeciais está presente na elaboração das leis. Segundo o texto da Constituição Brasileira de 1988:
“Art.205. a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família: será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Mais adiante, emoutro trecho da mesma lei:

Art. 208. o dever do Estado com a Educação será efetivada mediante a garantia de:
Inciso III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência , preferencialmente na rede regular de ensino.

A necessidade de escolarização e atendimento da pessoa portadora com necessidades educativas especiais é...
tracking img