Educação em saude (resenha)

Páginas: 5 (1040 palavras) Publicado: 22 de abril de 2011
ALVES, Vânia Sampaio. Um Modelo de educação em saúde para o Programa Saúde da Família: pela integralidade da atenção e reorientação do modelo assistencial. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.9, n.16, p.39-52, set.2004/fev.2005.

Alves, Vânia Sampaio, é psicóloga do instituto de saúde coletiva, da Universidade Federal da Bahia.
A autora apresenta nesse artigo, uma reflexão sobre as práticasde educação em saúde no contexto do PSF (Programa Saúde da Família) tendo como parâmetro a assimilação do princípio da integralidade a fim de contribuir para a reorientação do modelo assistencial vigente. Convencida da relevância do princípio da integralidade no cotidiano dos serviços de saúde para superar o atual modelo assistencial, que segundo ALVES, apresenta-se reducionista e fragmentário,objetiva refletir sobre o princípio da integralidade nas práticas educativas desse espaço (PSF) que é considerado privilegiado para as ações de educação em saúde, uma vez que o mesmo tem como característica principal a proximidade com a população local.
De início a autora tenta explicar o conceito da integralidade tendo em vista suas múltiplas dimensões e sentidos. Em consonância com o SUS, deveabranger tanto as “ações assistenciais ou curativas quanto, e prioritariamente as atividades de promoção da saúde e prevenção de doenças” (p.41). Portanto nas ações e serviços de saúde, a integralidade caracteriza-se pela indissociabilidade da assistência preventiva e curativa, no entanto a autora sinaliza que o modelo hegemônico dicotomiza assistência e prevenção. Ainda no tange a noção daintegralidade, a autora relata que no Brasil a política de saúde sempre esteve marcada pela verticalização das ações, o que fere drasticamente esse princípio que aponta para a horizontalização dos serviços.
Em seguida ALVES afirma que historicamente a educação em saúde no Brasil sempre esteve marcada por um discurso higienista e moralista, para atender os interesses das classes dirigentes do Estadocom objetivo de controle social sobre as classes subalternas. Enfatiza que no Brasil as primeiras práticas sistemáticas de educação em saúde caracterizavam-se pelo autoritarismo e pelo disciplinamento da população menos favorecida. Por meio do discurso biologicista, afirmava que os problemas de saúde eram decorrentes da inobservância das normas de higiene pelos indivíduos e que mudanças noscomportamentos e atitudes dos sujeitos garantiriam a resolução dos problemas de saúde. Isso deixa claro que os indivíduos eram culpabilizados pelos problemas de saúde, devendo para isso serem conscientizados e em contrapartida os determinantes sociais dos problemas de saúde não eram levados em consideração. ALVES alerta-nos para o fato de que este discurso, ainda hoje, pode ser encontrado como orientadordas práticas educativas.
A autora destaca o movimento da Educação Popular em Saúde na década de 1970, como um importante elemento para romper com a tradição autoritária da relação entre os serviços de saúde e a população. Esse movimento foi resultado da iniciativa de alguns profissionais de saúde insatisfeitos com os serviços oficiais, com a finalidade de reorientar suas práticas para enfrentaros problemas de saúde de forma mais abrangente. Outra característica marcante desse movimento é o fato de priorizar “a relação educativa com a população, rompendo com a verticalidade da relação profissional-usuário” (p.46), sendo concebido como estratégia para reorientar as práticas de educação em saúde.
Mais adiante a autora discute a coexistência de dois modelos de práticas de educação emsaúde: as práticas hegemônicas e as práticas emergentes que podem ser referidos respectivamente como modelo tradicional e modelo dialógico. A autora explicita que o modelo tradicional e historicamente hegemônico, caracteriza-se pelo enfoque na doença e na intervenção curativa, e os usuários são tomados como carentes de informação em saúde, desconsiderando os determinantes psicossociais e culturais,...
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