Economia

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Política Económica: «Mercado de Trabalho e Desemprego em 30 ideias»
Luís Cunha Ferreira (17/03/2009) 1. Abordagem do tema "Mercado de Trabalho e Desemprego" no contexto dos objectivos fundamentais da política económica, destacando-se o pleno emprego como um dos vértices do quadrado mágico da política económica. 2. A importância do desemprego: um diagnóstico histórico. No período de 1914 a 1945assiste-se a uma crescente burocratização dos mercados de trabalho caracterizada pela criação de estruturas formais de enquadramento dos trabalhadores. A forte contracção do crescimento económico dos anos 30 é acompanhada por quebras significativas no nível de emprego, criando o caldo social propício para a contestação dos sistemas político-económicos vigentes. A crescente crispação dentro e entreas várias nações europeias conduz, inevitavelmente, ao confronto militar. O período de 1945 a 1971 caracteriza-se por um forte crescimento económico acompanhado por uma ampla intervenção do Estado na economia, alicerçando-se, ideologicamente, na teoria geral keynesiana. Ao considerar-se que o capitalismo liberal conduz estruturalmente ao subemprego, a solução preconizada passa pela crescentesocialização do investimento como processo de garantia do objectivo do pleno emprego. 3. O debate clássico e keynesiano permite uma explicação adequada do fenómeno do desemprego verificado durante os períodos históricos enunciados. O desemprego clássico resulta da existência de um salário real demasiado elevado, logo, a flexibilização do salário real assegura o equilíbrio no mercado de trabalho e aflexibilização dos preços assegura o equilíbrio no mercado de bens e serviços, daí a política económica ser ineficaz. Este desemprego caracteriza-se pela existência de um excesso da procura de bens e serviços e de um excesso da oferta de trabalho. Simetricamente a esta situação analisa-se o desemprego keynesiano que resulta de um excesso na oferta de bens e serviços e de um excesso na oferta detrabalho. Neste caso, as empresas encontram-se limitadas no mercado de bens e serviços, pois a oferta é superior à procura, por outro lado, as famílias encontram-se limitadas no mercado de trabalho. Para romper com esta situação será necessário aumentar a procura, para tal recorre-se aos tradicionais mecanismos enunciados pela teoria keynesiana.

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A coexistência dos dois tipos de desempregopressupõe que a política económica deva agir, simultaneamente, sobre a procura agregada e sobre os salários reais. O modelo apresentado descreve adequadamente a situação de desemprego conjunto, mas a sua eliminação exige um difícil esforço de coordenação de políticas, incrementando, por um lado, a procura agregada e flexibilizando, por outro, os salários reais. 4. O fenómeno do desemprego foi até estemomento explicado com base em duas correntes: por um lado, a corrente que vê o desemprego como o resultado de uma disfunção do mercado de trabalho e, por outro lado, aqueles que o entendem como uma disfunção do circuito económico. Para a primeira corrente o desemprego resulta da fluidez imperfeita entre a oferta e a procura de trabalho (desemprego friccional), bem como do tempo consagrado pelosindivíduos na obtenção de emprego (desemprego de prospecção). No segundo caso o desemprego resulta das flutuações económicas tratando-se de um desemprego cíclico. 5. No debate contemporâneo sobre o desemprego (pós 1971) as tradicionais interpretações deste fenómeno são insuficientes na explicação dos crescentes níveis de desemprego registados nos países da OCDE. Este fenómeno pressupõe uma análisecrítica da metodologia utilizada na medição das taxas de desemprego e de actividade, pois verifica-se que estas estatísticas não revelam a capacidade potencial do emprego existente no mercado de trabalho. Daí a conveniência de incluirmos na metodologia de análise todos os indivíduos que se encontram nas margens do sistema social, tais como os subempregados, os desencorajados, os trabalhadores...
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