Economia

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1209 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 17 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE-UFAC

CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS APLICADAS-CCJSA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS











Resumo Bloco 03: A crise de 1930 e o avanço da Industrialização Brasileira;
Processo de substituição de Importações.









Docente: Mâncio Lima Cordeiro
Discente: Vandimar Cerqueira deFreitas










Rio Branco

Fevereiro de 2013



O marco fundamental no processo de consolidação da produção industrial brasileira e mesmo latino-americana foi a Grande Depressão que atingiu a economia mundial na década de 1930. Três acontecimentos marcarão fortemente a primeira metade do século XX foi: a Primeira Guerra Mundial (1914/1918), a Grande Depressão (1929/1933) ea Segunda Guerra Mundial (1939/1945). Foram duas guerras imperialistas, que envolveram os países mais ricos do mundo e provocaram destruição em uma escala ainda não vivenciada pelos seres humanos até então. No Brasil a grande crise de 30, define outro elemento para determinar o nível de renda: mercado interno. A crise ocorrida no país pode ser considerada fraca se comparada com os demais países,isso ocorreu devido às medidas adotadas pelo governo com o objetivo de manter a o nível da renda, utilizando como plano a defesa do café e o deslocamento de sua demanda-fazendo que ocorresse o encarecimento os preços produtos e, conseqüentemente, aumentando a demanda por produtos nacionais. Dessa forma, com uma rentabilidade maior, novos investimentos são feitos, assim ocorrendo segundo o autorCelso Furtado “o deslocamento do centro dinâmico” da economia local. Quando ocorreu a crise mundial de 1929, a cafeicultura brasileira encontrava-se em situação extremamente vulnerável: no período 1925/1929, a produção crescera quase 100%, com exportações estáveis de 2/3 de todo o café produzido no Brasil.

Mesmo com a disseminação do consumo de café em todo o mundo, especialmente no enorme ecrescente mercado norte-americano, a demanda pelo produto atingiu seu limite. Pelo lado da oferta, a produção, liderada pelo Brasil, tendeu sempre a aumentar, resultando periodicamente em crises de superprodução. Contudo, na época da implantação da “industrialização por substituição de importações” a característica da industrialização era fechada, exclusivo para o mercado interno. Seudesenvolvimento se deu da seguinte forma: queda do valor das exportações, ascensão da indústria nacional e novos investimentos. Esse processo foi gerado pelo estrangulamento externo do país, que necessitou usar outros mecanismos colocar a produção local frente às importações. No entanto, ainda houve desequilíbrios nos diversos setores, logo a industrialização foi feita por etapas, pois nenhum deles atendiacompletamente da demanda do mercado interno, isto é, as importações não foram restringidas totalmente. Porém, não há o isolamente desses setores, apenas o crescimento destacado de acordo com a pauta de importações.
Para alcançar seus objetivos de “proteção nacional” o governo adota algumas medidas como desvalorização real do câmbio, fazendo com que as importações fossem reduzidas. No entantohavia desvantagem para o governo que tinha que suportar a elevação de preços de produtos essenciais para o desenvolvimento industrial, como máquinas e matérias-primas. Também usou o controle de câmbio que funcionava com o sistema de licenças, isto é, era feito apenas importações necessárias ao desenvolvimento, logo há não desvalorização do câmbio, não trazia estímulos ao setor exportador. As taxasmúltiplas de câmbio foram utilizadas também, nesse caso, havia vários mercados cambiais, os chamados “mercados livres”, o governo ao colocar condições de atuações desses mercados, automaticamente, faz com que acontece desvalorização das taxas e com isso, favorece a indústria nacional. A principal vantagem nesse tipo de medida era a arrecadação de recursos, pois havia venda e compra em mercados...
tracking img