Economia

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Introdução
Um dos primeiros registros de consumo de café surgiu na Etiópia por volta de 850 d.c com a lenda do pastor Kaldi que ao ver a agitação das cabras após a ingestão de frutinhos avermelhados, decidiu experimentá-los comprovando assim seu poder excitante. Há registros de diversas histórias sobre a origem do café em vários países, passando do Oriente Médio, a Europa, seguindo para aAmérica do Norte enfim chegando ao Brasil por volta do século XVIII pelo sargento-mor do Pará Francisco de Melo Palheta.
As primeiras plantações cafeeiras se deram no Pará, entretanto não houve sucesso no plantio devido às terras serem inférteis. O café foi levado ao sudeste do país, onde em São Paulo obteve maior índice de produção, tornando-se assim um dos maiores exportadores do mundo. Neste contextoo Brasil passou por diversas transformações motivadas pelo desenvolvimento e sucesso do café.
No final do século XIX ocorreu a desvalorização do fruto devido superprodução que contrariou a lei da oferta e da demanda. Na tentativa de solucionar o problema foi criada o Convenio de Taubaté onde foi imposta ao governo pelos Barões do Café a compra das sacas excedentes, com o intuito de vendê-losfuturamente após a crise da desvalorização.
Em 1929 houve uma crise mundial, Getúlio Vargas, o atual presidente da época resolveu queimar as sacas de café adquiridas pelo governo, aumentando os impostos para que o café continuasse fazendo parte da economia brasileira. Com a receita adquirida pela venda do café Vargas investiu no desenvolvimento industrial do país.






A Chegada do Café noBrasil
De acordo com o autor Rainer Gonçalves Souza, o café surgiu como novo gênero de cultivo durante o Segundo Reinado. Em meados do século XVII, esse produto era considerado especiaria entre os consumidores europeus e até mesmo bebida de luxo. Nessa época era produzido pelas colônias francesas do Haiti e da Guiana Francesa, destacando-se na produção e divulgação dessa bebida.
O café chegou aoBrasil no começo de 1792 trazidos da Guiana Francesa por Francisco de Melo Palheta, sargento-mor do Pará. Há duas versões sobre a introdução desse fruto, uma delas ocorre com o envio de requerimento a Don João V, discorrendo sobre seus serviços à coroa, uma delas citando sobre a introdução do café no Brasil. Trechos do texto feito por Francisco de Melo Palheta: “... e vendo o Suplicante que oGovernador de Caiena deitava um bando à sua chegada que ninguém desse café aos Portugueses, capaz de nascer, se informou o Suplicante do valor daquela droga, e vendo o que era fez diligências por trazer algumas sementes com algum dispêndio da sua Fazenda, zeloso dos aumentos das Reais rendas de Vossa Majestade, e não só trouxe mil e tantas frutas que entregou aos Oficiais do Senado (vereadores dacâmara municipal) para que as repartissem com os moradores, como também cinco plantas, de que já hoje há muito falto de servos e tem mil e tantos pés de café, e três mil pés de Cacau, e não tem quem lhos cultive, e se acha com cinco filhos, para a Vossa Majestade lhe faça mercê conceder por seu Alvará cem casais de escravos do Sertão do Rio Negro, ou outro qualquer, que se lhe oferecer, como tambémmandar se deem suplicante cinquenta Índios das Aldeias de Cahabe( por Caeté, hoje Bragança), Mortigue ( por Murtigura, hoje vila de Conde), Simoúma (por Sumaúma, hoje Beja), Bocus (por Bocas, hoje Oieras), Caricuru (por Maricucu, hoje Meigaço), Mongabeiras ( por Mangabeiras, hoje Ponta da Pedra), Camutá, Gorjons (por Guianas, depois lugar de Vilar, hoje extinto) para fazer os ditos resgates; e como osuplicante está alcançando, e não tem com que comprar o necessário para fazer os ditos resgates, mandar se lhe tudo o necessário da Fazenda dos resgates, para que depois o Suplicante inteire, e pague da mesma viagem o custo que fizer”. A segunda versão de acordo com alguns cronistas a introdução do café foi em “clima de romance”, com mediação da senhora D’Orvilliers, esposa do governador de...
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