Economia

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Capitulo 4
Conflitos de Classes no Tempo de Malthus
Nas primeiras décadas do século XIX, de intensos conflitos de classe, envolvendo a classe operária e as classes proprietárias e, entre essas, proprietários de terra e capitalistas industriais (com expressão no parlamento). Para a população pobre, houve imensos sacrifícios e grande sofrimento, opressão política e legislativa - a RevoluçãoIndustrial acelerou a geração e acumulação de lucros, canalizando a capacidade produtiva. Em 1750, a classe operária vivia perto da subsistência e sua situação piorou desde então: destruição do modo de vida tradicional dos trabalhadores (artesãos), subordinação ao ritmo de trabalho imposto pela máquina (disciplina severa) - mulheres e crianças sem treinamento incorporados ao trabalho fabril combaixíssimos salários; crianças ligadas às fábricas por contratos de aprendizado desde os 7 anos; tratadas como mercadoria, mandados para trabalhar como gado, sob jornadas de 14 a 18 horas; mulheres também maltratadas, despidas, vítimas de assédio, trabalhando grávidas.- vida nas cidades: insuportável, ajuntamento humano sem água, esgoto, imundo

● foi um período de poder absoluto e sem controle doscapitalistas em relação à produção fabril
● houve depressões e quedas acentuadas de preços - explicitação do desemprego, de capacidade ociosa e mercadoria sem compradores
● um cenário incrível, em que ocorrem revoltas dos trabalhadores (inclusive as ludistas: destruição das máquinas) e tentativas de associação coletiva - estava proibida por lei, que visava impedir o “monopólio”, contrário à livreconcorrência
● duas grandes controvérsias: leis dos pobres e leis dos cereais

Thomas Malthus (1766 - 1834) - Em 1798 esse médico inglês publicou uma obra intitulada “Ensaio sobre a população”, na qual fez um prognóstico pessimista sobre o futuro da humanidade. Defendia que a população tendia a crescer em progressão geométrica e a produção de alimentos cresceria apenas em progressão aritmética. Afome seria inevitável. Segundo Malthus a natureza prescreveu limites inflexíveis ao progresso humano no que se refere à felicidade e a riqueza. Devido a voracidade do apetite sexual humano, a população crescia mais depressa que os alimentos.
A teoria de Malthus é mediatizada por uma moral puritana, característica do capitalismo em sua fase inicial. Para ele existem freios poderosos aoexcesso populacional, como a guerra, a fome, a doença e o vício. Mas estes, quando agem eficazmente, aumentam o sofrimento humano, o que torna a dor e a pobreza inevitáveis. Mesmo criando leis que distribuam as riquezas de forma justa, a condição dos pobres melhoria por pouco tempo; dentro de pouco tempo voltariam a gerar famílias maiores, voltando a piorar a sua situação. Assim, é preciso controlara natalidade e estimular a abstinência sexual; sendo que na segunda edição da sua obra, Malthus defendeu o retardamento do matrimônio como forma de aliviar a situação. Era preciso fomentar o espírito de economia e evitar a dilapidação dos recursos naturais a qualquer preço. Dizia que a burguesia conseguiria colocar em prática as suas recomendações devido a sua educação, mas o povo deveria sermantido com uma renda que garantisse apenas a subsistência.
A argumentação de Malthus permitia a burguesia lutar racionalmente contra as tentativas legais de amparar os miseráveis gerados nos primórdios da industrialização, caso da lei de 1601, que obrigava as paróquias inglesas a sustentarem os desempregados através de donativos e salários subsidiados pelos contribuintes. Agora, osargumentos fornecidos por Malthus ajudavam a transferir a culpa ou responsabilidade sobre a geração da miséria dos ombros da sociedade para os ombros do indivíduo. Afirmavam que o socorro aos pobres tirava dinheiro e, portanto, alimentos da boca dos mais produtivos e distribuía aos menos produtivos da sociedade.

A Teoria da População

A teoria criada por Tomas Robert Malthus (1766-1834), e que...
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