Economia

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  • Publicado : 13 de abril de 2011
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a) Que implicação os indicadores apresentados têm na empresas?
b) Uma empresa exportadora, no Brasil, deveria tomar que atitudes diante dos cenários apresentados?
c) Que implicação pode ter a redução da Taxa de Juros Selic no comportamento das empresas e dos consumidores?

d) O que podemos concluir da economia Brasileira, considerando os índices apresentados?Introdução
A avaliação das tendências da atual crise econômica internacional depende do entendimento a respeito das suas causas, extensão, dimensão, natureza e medidas de contenção. A causa imediata da crise é a insolvência generalizada no sistema de hipotecas imobiliárias nos Estados Unidos. Esta insolvência resultou da expansão do crédito que tem determinantes conjunturais eestruturais. A elevação dos preços dos imóveis estimulou a tomada de mais empréstimos para ganhos imobiliários. A desregulamentação financeira caracterizou-se, entre outros aspectos, pelos empréstimos sub-prime, ou seja, empréstimos de má qualidade no setor imobiliário, e pela grande alavancagem dos agentes financeiros, principalmente os bancos de investimento.
A globalização envolve crescenteinterdependência entre os sistemas financeiros nacionais. Esta interdependência gera a extensão global da crise. De fato, a crise afeta o centro do sistema econômico internacional (Estados Unidos), atinge o extremo oriente (Japão e Coréia do Sul), chega praticamente ao pólo norte (Islândia e Rússia) e repercute no sul das Américas (Chile e Brasil).
Tão importante quanto a extensãoglobal é o caráter multidimensional da crise. Nos países desenvolvidos há crise sistêmica no setor financeiro. Ela transcende este setor e atinge o lado real da economia de forma que uma das tendências gerais é a forte desaceleração e, eventualmente, a recessão econômica em muitos países. Esta crise tem, ainda, clara dimensão política quando se torna evidente a fragilidade dos grupos dirigentes.A derrocada financeira global teve início nos EUA em março de 2007, com a crise do "subprime", como é chamada a modalidade de empréstimos de segunda linha no país. Com o aquecimento do mercado imobiliário, as financeiras americanas passaram a confiar de modo excessivo em pessoas que não tinham bom histórico de pagamento de dívidas.O bom momento econômico de então, com taxas de juros baixas nopaís e boas condições de financiamento, fez os americanos se endividaram para comprar imóveis.Os bancos decidiram transformar os empréstimos hipotecários em papéis e venderam a outras instituições financeiras, culminando em uma perda generalizada.Alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram prejuízos bilionários e tiveram de ser socorridos.
Os impactos da atual crise globalsobre a economia brasileira têm duas portas de entrada. A primeira é o mercado financeiro, através da livre mobilidade dos fluxos de capitais, com a compra e venda de ações, de títulos da dívida pública e de outros papéis.
Nesta porta, os impactos são imediatos e já se fizeram sentir: caiu a bolsa de valores, subiu o risco Brasil e desvalorizou-se o câmbio; em razão da venda de papéisbrasileiros (ações, títulos públicos e outros papéis de empresas) pelos fundos de investimentos, com o objetivo de compensar as perdas nos mercados americano e europeu, bem como em busca de uma maior segurança nos títulos do governo dos EUA. Adicionalmente, a redução da liquidez nos mercados financeiros internacionais vem implicando em aumento do custo do (re)financiamento para as empresasbrasileiras, além de diminuição do crédito na economia brasileira (para exportadores, agricultura, bancos menores e consumo) e, nem com toda a intervenção dos bancos centrais dos países desenvolvidos, principalmente o dos EUA, esses efeitos foram revertidos. O contágio entre todos os mercados financeiros, no âmbito setorial e global, com a transformação da crise financeira em crise econômica geral, é cada...
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