Economia ou economia política da sustentabilidade?

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  • Publicado : 14 de junho de 2011
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Ademar Ribeiro Romeiro
Professor-associado do Instituto de Economia. Possui graduação em Ciências Econômicas (1975) e mestrado em Ciência Econômica (1977), ambos pela Unicamp. Doutorado em Economia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Universidade de Paris (1986). Pós-doutorado na Universidade de Stanford - EUA (1994) e na Escola de Engenharia de Águas e Florestas - França (2007e 2008) . Tem experiência em pesquisa concentrada na área de Economias Agrária e dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, progresso técnico, agricultura e meio ambiente, reforma agrária e agricultura sustentável, economia ecológica.

De acordo com autor do texto, no esquema analítico proposto, o problema da economia da sustentabilidade é visto como umproblema de distribuição intertemporal de recursos naturais finitos, o que impõe limites no seu uso. E ainda há o todo o processo que envolve agentes econômicos de comportamento complexo, e que atuam num contexto de incertezas e riscos irreversíveis que o progresso da ciência não tem como eliminar.
Destaca-se desta forma tanto, o papel da natureza quanto o da ação coletiva, e suas particularidadesem relação ao esquema analítico convencional. E cabe somente a sociedade em suas diversas formas de organização, decidir em último caso com base em considerações éticas e morais.
O objetivo principal do texto é o de mostrar como o desafio da sustentabilidade não tem como ser enfrentado a partir de uma perspectiva teórica que desconsidera as dimensões culturais e éticas no processo de tomada dedecisão o qual, por sua vez, será individual.
O autor, começa seu estudo explanado sobre a perspectiva histórica do desenvolvimento sustentável, desde antes do controle do fogo pela espécie humana, e a sua interação com a natureza semelhante aos animais mais próximos da cadeia evolutiva, como os grandes primatas. A partir do controle do fogo, assumimos características cada vez mais distintas,apesar da existência de povos , que mesmo após o domínio do fogo, não foram levados a mudanças radicais e progressivas no modo de inserção da espécie humana na natureza, uma vez que do ponto de vista ecológico, o modo de vida destes povos, mesmo utilizando o fogo como técnica agro florestal e outros instrumentos, não comprometeu o equilíbrio do ecossistema, embora o tenha modificado. Afinal, umecossistema em equilíbrio, não quer dizer um ecossistema estático, até mesmo porque, certas espécies de animais podem causar transformações no ecossistema que estão inseridas, sem comprometê-lo.
A agricultura coloca a humanidade em uma posição decisiva de seu modo de inserção na natureza, em relação às demais espécies animais, provocando uma modificação radical nos ecossistemas. No entanto, mesmo comessa modificação radical, a agricultura não é totalmente incompatível com a preservação dos equilíbrios fundamentais. É possível construir um ecossistema agrícola baseado em sistemas de produção que preservem certos mecanismos básicos de regulação ecológica.
A grande intervenção humana na natureza vem com a Revolução Industrial. E ao mesmo tempo em que provocou grandes danos ambientais, ofereceubastantes meios para que a humanidade se afastasse desta mesma ameaça, que representava na sua sobrevivência e, impossibilitasse a adoção de procedimentos e técnicas mais sustentáveis.
Entra aí, a “capacidade de carga” do planeta que não poderá ser ultrapassada sem que ocorram grandes catástrofes ambientais.
O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidadesda geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.¹
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