Economia ou economia política da sustentabilidade?

Ademar Ribeiro Romeiro
Professor-associado do Instituto de Economia. Possui graduação em Ciências Econômicas (1975) e mestrado em Ciência Econômica (1977), ambos pela Unicamp. Doutorado emEconomia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Universidade de Paris (1986). Pós-doutorado na Universidade de Stanford - EUA (1994) e na Escola de Engenharia de Águas e Florestas - França (2007e 2008) . Tem experiência em pesquisa concentrada na área de Economias Agrária e dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, progresso técnico, agricultura emeio ambiente, reforma agrária e agricultura sustentável, economia ecológica.

De acordo com autor do texto, no esquema analítico proposto, o problema da economia da sustentabilidade é visto como umproblema de distribuição intertemporal de recursos naturais finitos, o que impõe limites no seu uso. E ainda há o todo o processo que envolve agentes econômicos de comportamento complexo, e que atuamnum contexto de incertezas e riscos irreversíveis que o progresso da ciência não tem como eliminar.
Destaca-se desta forma tanto, o papel da natureza quanto o da ação coletiva, e suas particularidadesem relação ao esquema analítico convencional. E cabe somente a sociedade em suas diversas formas de organização, decidir em último caso com base em considerações éticas e morais.
O objetivo principaldo texto é o de mostrar como o desafio da sustentabilidade não tem como ser enfrentado a partir de uma perspectiva teórica que desconsidera as dimensões culturais e éticas no processo de tomada dedecisão o qual, por sua vez, será individual.
O autor, começa seu estudo explanado sobre a perspectiva histórica do desenvolvimento sustentável, desde antes do controle do fogo pela espécie humana, e asua interação com a natureza semelhante aos animais mais próximos da cadeia evolutiva, como os grandes primatas. A partir do controle do fogo, assumimos características cada vez mais distintas,...