Economia maritima

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  • Publicado : 5 de abril de 2012
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O Futuro da Economia Marítima


Segundo recente literatura, os aspectos econômicos podem ser divididos em duas partes:
a) aspecto da construção naval;
b) aspecto das políticas e dos intervenientes do transporte marítimo;
Esses aspectos certamente evoluirão no futuro, mas atualmente, faz-se necessário o recrudescimento de sugestões para futuros estudos, objetivandoverdadeiros trabalhos sinérgicos, abrangendo todos os ângulos.


A construção naval ideal é aquela que oferece, a custo baixo, uma construção mais apropriada, reduzindo, assim, o custo médio do transporte. Tal conceito tem sido explorado pelos arquitetos das universidades de Michigan (USA) e Britânicas e está sendo posto em pratica pelos construtores e operadores marítimos.


Otransporte marítimo tem aumentado sua preocupação no que tange a proteção ao meio ambiente. Os desastres marítimos fizeram com que a economia marítima voltasse sua preocupação para a segurança de um modo geral. Tal visão e preocupação foram aceleradas pelo Relatório da “Select Committee of the House of Lords”, que em linhas gerais concluiu que a ciência moderna e a tecnologia não estão sendoaplicadas adequadamente, afetando não só a construção naval, como o homem e o meio ambiente. Outros relatórios, tais como: FSA, IMO, etc, igualmente estão servindo para que a construção e a segurança sejam o tema central, reduzindo, desta forma, os custos provocados por desastres e transporte inapropriado.
A análise do custo-benefício na construção naval deve ser de forma integrada entreengenheiros, cientistas do meio ambiente e economistas. Obviamente, num futuro próximo, a interação entre esses responsáveis desenvolverá modelos que proverá informações importantes e possíveis de serem realizadas.
Por outro lado, o processo de integração produzirá uma serie de dados estatísticos e, provavelmente, envolverá uma série de perguntas que deverão ser analisadas e respondidas de formaintegrada e conjunta.
Muitos economistas marítimos estão frustrados com os padrões estatísticos atuais do setor, que, em muitos casos têm o propósito antiquado e obscuro.
Conforme Sturmey e Rochdale Committee, o protecionismo na navegação nos últimos anos foi o menor observado, as bandeiras americanas sofreram redução e estão em declínio. Recentemente também, a União Européia e oMercosul reduziram a cabotagem. Os países têm se desiludido com os resultados obtidos, apesar do suporte dado as linhas marítimas, isto é, as linhas não justificaram os investimentos, e os ganhos têm sido menores que os custos de oportunidade envolvidos.
Em contraste com as idéias promovidas pelo Secretariado dos Assuntos de navegação da UNCTAD[1], países como as Filipinas e China têm seespecializado em lotar tripulantes em navios próprios e com grandes vantagens econômicas.
Obviamente, há mais o que fazer especialmente no que concerne à cabotagem, como por exemplo, seria de grande interesse um estudo sobre os efeitos da abertura da cabotagem doméstica no Canadá e USA para a competição internacional. Não há dúvidas que isso provocaria uma baixa no custo do frete e um grandebeneficio para os consumidores de ambos os países.
As atividades da Conferência Marítima também são alvo de atenção. Os serviços multimodais de contêineres envolvem algumas linhas que operam em consórcio, fusão e alianças, com alterações freqüentes de operadores, o que causam modificações constantes, havendo necessidade de uma regulação nesse componente da economia marítima. As alianças,consórcios e fusão têm se mostrado eficientes, e, portanto, algumas novas políticas de competição internacional devem surgir como uma necessidade premente no futuro.
Qualquer Estado de um país soberano pode registrar um navio e isto tem proliferado o que se chama bandeira de conveniência, onde o certificante tem como objetivo apenas atrair mais receitas, sem preocupação com a segurança da...
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