Economia brasileira

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ECONOMIA BRASILEIRA
Processo de substituição de importação
A grande Depressão
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Economia Brasileira/ Organizações José Marcio Rego, Rosa Maria Marques – 2ed – São Paulo Saraiva, 2006 Pág. 70 a 82


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“A primeira metade do século XX foi marcada fortemente por três acontecimentos: a Primeira GuerraMundial (1914-1918), a Grande Depressão (1929-1933) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Na visão e respeitados historiadores econômicos, com Eric Hobsbawm, foi o período em que as economias capitalistas atravessaram sua crise mais profunda e terrível.”
“(...) os países capitalistas industrializados são, periodicamente, atingidos por crises econômicas.”















“(...)podemos classificar a Primeira Grande Depressão (1873-1896) como: primeira dessas crises globais. A Segunda Grande Depressão (1929-1933, que na verdade só terminou com o início da Segunda Guerra Mundial) é comumente chamada de Grande Depressão e foi o período histórico de maior redução do nível de atividade em quase todos os países do mundo, com exceção da União Soviética.”
“Além dasconseqüências econômicas, políticas e sociais, a grande Depressão abalou convicções arraigadas em termos de política econômica. (...) o historiador Eric Hobsbawm afirmou: “A grande depressão destruiu o liberalismo econômico por meio século”².”
“No Brasil, a Revolução de 1930 ocasionou a perda da hegemonia política pela burguesa cafeeira em favor da classe industrial ascendente. O avanço do processo deindustrialização no país intensificou-se a partir de então.”







ECONOMIA BRASILEIRA
Processo de substituição de importação
A política de Defesa do café
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Economia Brasileira/ Organizações José Marcio Rego, Rosa Maria Marques – 2ed – São Paulo Saraiva, 2006 Pág. 70 a 82




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“Nofinal do século XIX, o Brasil já era o principal produtor de café, responsável por três quartos das exportações mundiais. No mercado cafeeiro, o país atuava como o produtor semimonopolista, com grandes vantagens comparativas, tais como enormes reservas de terras férteis e de mão-de-obra.”
“Devido á força econômica e política da burguesia cafeeira, desenvolveram-se vários mecanismo de defesa docafé, dos quais o mais freqüentemente utilizado era a depreciação da moeda nacional nos momentos de queda dos preços de exportação, procedimento que diminuía as perdas de receitas dos cafeicultores.”
“A política de valorização do café, para ser eficiente, deveria ter desenvolvido mecanismos que impedissem o contínuo aumento da produção.”





“Mesmo com o início da depressão, a produçãocontinuou a aumentar, atingindo seu ponto máximo em 1933, em função do inicio efetivo da produção dos cafezais plantados em 1927 – 1928 . (...). No período 1927-1929 ocorreram as maiores inversões em estoques e também grandes entradas de capital privado estrangeiro no país. Quando estourou a crise, esses capitais foram retirados rapidamente.”





“OS cafeicultores, com a queda dos preços,aumentaram o volume físico exportado em 25%, entre 1929 e 1937, tentando preservar a sua renda, vendendo mais um preço menor. (...). Essas medidas não foram suficientes para manter estáveis os preços do café diante da dimensão da crise, pois o aumento da oferta só poderia pressionar para baixar o preço pago aos produtores. Assim, o governo tornou a decisão de utilizar uma solução econômica lógica, emboraaparentemente absurda: a diminuição da oferta de café pela queima dos excedentes, o equivalente a um terço da produção obtida entre 1931-1939.”




“(...) a recuperação da economia brasileira a partir de 1933 não ocorreu em virtude de uma recuperação econômica dos países industrializados ou de aumento dos preços e do volume exportado de café, mas sim em razão de fatores internos.”...
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