Economia barsileira

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1369 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 1 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
1) No que se refere à 3ª Fase do Plano Real, comente como a Política Monetária e Política Cambial adotadas (Âncoras Nominal e Cambial) levaram nossa economia a conviver com uma aceleração tanto do déficit em transações correntes, como no déficit público nominal, os chamados déficits gêmeos.
A 3ª fase do Plano Real iniciou-se com a Medida Provisória (MP) 542, destacando-se entreoutras medidas a instituição de: (i) o lastreamento da oferta monetária doméstica (conceito de base monetária) em reservas cambiais, na equivalência de R$1 por US$1 (âncora cambial); (ii) a fixação de limites máximos para o estoque de base monetária por trimestre (até março de 1995), podendo as metas serem revistas em até 20% (âncora nominal); e (iii) a introdução de mudanças institucionais nofuncionamento do Conselho Monetário Nacional, com vistas a dar uma maior autonomia ao Banco Central.
Entre várias críticas a MP, a utilização das âncoras nominal e cambial simultaneamente em uma economia com mobilidade de capitais, foi considerada uma grave inconsistência econômica, pelos seus críticos. O governo esclareceu, poucos dias depois, que o real adotaria âncora monetária (metas)e o câmbio seria livre para oscilar para baixo, mas teria o teto fixo em 1 real = 1 dólar (banda assimétrica).
O BACEN, também, anunciou um grande aperto de liquidez, aumentando de 40% para 100% os recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista, enquanto os de depósitos a prazo e de poupança foram fixados em 20%.
Segundo os economistas defensores da âncoracambial, seu grande mérito consiste em acelerar o processo de convergência da inflação doméstica aos padrões internacionais, representado pela queda das taxas e tendo poucos efeitos recessivos sobre a economia quando comparado a medidas de cortes de demanda.
A vantagem de rápida convergência dos preços se contrapõe as seguintes desvantagens: (i) reforça a absorção interna; (ii) perca decompetitividade externa; (iii) deteriora as contas externas, devido à apreciação real do câmbio; (iv) as taxas de juros devem permanecer inicialmente superiores às internacionais, para depois convergirem; (v) provoca ciclos na atividade real da economia.
O Plano Real apresentou diversas características comuns aos planos baseados em âncora cambial adotados em outros países, analisandoa evolução da conjuntura entre 1994-98.
Os juros e o déficit público foram as variáveis que não se comportaram como previsto pela Teoria Econômica desenvolvida para explica-las, no caso do Brasil.
Em geral, as taxas de juros tendem a convergir para o patamar externo com o passar do tempo. No Brasil, não só as taxas de juros foram mantidas elevadas ao longo de todo operíodo 1994-98, como se mostraram bastante voláteis. No caso do déficit público, normalmente há uma redução na fase expansiva do ciclo e posterior deterioração na fase depressiva. No Brasil, houve de fato uma melhora inicial seguida de grande deterioração.
Contrário da experiência internacional, no Brasil, os juros não convergiram porque sempre foram usados como uma arma contra ainflação e, a partir de determinado ponto, mudou-se, por opção de política econômica, a principal âncora, do câmbio para os juros. Esse comportamento dos juros ajuda a explicar porque as contas fiscais no Brasil se comportam de maneira diferente à experiência internacional, onde as contas do governo acompanham o ciclo do crescimento, enquanto no Brasil, nos anos em que os juros são maiores, ascontas fiscais pioram e vice-versa.
Importante destacar, como citado na questão nº 1, que o Brasil no período conviveu com os chamados déficits gêmeos (déficit em transações correntes e déficit público), pois a combinação de câmbio apreciado com elevados juros colocou a economia em uma trajetória de crescimento cada vez menor, déficits crescentes no balanço de pagamentos e uma...
tracking img