Durkheim

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QUESTÕES SOBRE ADAM SMITH

SIMPATIA
“Por mais egoísta que se possa admitir que o homem seja, existem evidentemente alguns princípios em sua natureza que o levam a se interessar pela sorte de outros e tornam a felicidade destes, necessária para ele, apesar de não obter nada disso, a não ser o prazer de vê-la.” Já que não temos pleno acesso aos sentimentos dos outros, devemos partir da ideia decomo nos sentiríamos se estivéssemos em sua posição em uma determinada situação. Este sentimento de compaixão, solidariedade, é o que Smith chama de Simpatia. Todo homem sente um prazer genuíno de perceber nas pessoas que o rodeiam aquele sentimento de solidariedade para consigo, da mesma maneira que se atormenta quando isso não ocorre.
BENEVOLÊNCIA
“A benevolência é sempre livre, não pode serextraída à força, sua mera falta não nos expõe à punição, pois a mera falta de benevolência costuma não causar positivamente nenhum mal”.
Para Smith a benevolência seria algo que faz parte do homem, ou seja, todos seríamos naturalmente benevolentes e bondosos conforme os mandamentos divinos. Quando tratamos das ações econômicas, cuja motivação consiste no interesse pessoal, podemos pensar quepermitem alcançar o máximo bem-estar para a humanidade sem qualquer recurso à benevolência ou à caridade, mas deixa-se motivar apenas pelo amor-próprio com que a Divindade dotou todos os homens. Fato que podemos constatar na citação: “Não é por conta da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos obter nosso jantar, mas sim da atenção que eles dedicam ao seu própriointeresse.” Quando persegue apenas seus interesses próprios e tendo assegurada uma condição mínima de justiça, as ações econômicas terminam proporcionando o bem-estar para a nação, sem ter a necessidade de que o Estado tenha que intervir diretamente sobre elas ou direcioná-las e sem que os homens tenham que contar com a generosidade e benevolência de seus semelhantes.


JUSTIÇA
Proíbe-nos deprejudicar o próximo. Em uma sociedade livre, A “JUSTIÇA” deve ser confiada à responsabilidade do Estado. O Estado é um ente criado pela sociedade, por uma espécie de “contrato social”, para cumprir funções que são mais bem-resolvidas de forma coletiva, cujas tarefas e limites devem ser uma concessão dessa mesma sociedade, ou seja, nós é que fazemos o Estado e nos cabe limitar o alcance dos seus poderes econtrolá-lo, e não o inverso, como pretendem muitos políticos latino-americanos. Por “justiça” pode-se entender que cabe ao Estado assegurar, através de regras, leis, tribunais e a polícia, que você não prejudique o próximo e vice-versa. Porém, não compete ao Estado obrigar a que você seja prudente e nem bondoso.
AUTO INTERESSE (AMOR PRÓPRIO)
“Sem dúvida, todo homem é por natureza recomendado,primeira e principalmente, ao cuidado de si mesmo; e como ele é mais apto ao cuidado de si mesmo que ao de alguma outra pessoa, é apropriado e correto que seja assim.” Neste trecho Smith reconhece que o amor-próprio ou a busca do interesse pessoal são sentimentos naturais nos homens e não são necessariamente maus. Essa espécie de “egoísmo” deve, no entanto, ser controlado, pois do contrário elepoderia nos levar a violar os direitos dos outros homens inviabilizando assim a convivência em sociedade.
EGOÍSMO
De certa forma Smith defende o comportamento egoísta, mas aquele que tem o objetivo de engrandecimento e não fere os princípios da justiça, da prudência e da benevolência. Smith afirma sem hesitar que a busca do interesse pessoal é uma das motivações de nossas ações, inclusive dasações virtuosas, o que evidencia que não há qualquer contradição entre sua filosofia moral e sua teoria econômica.
ESPECTADOR IMPARCIAL
“Para Smith, a origem de nossa habilidade para controlar nossas paixões repousa nessa capacidade auto reflexiva de enxergar nossa situação através dos olhos dos outros que estão intrinsecamente menos interessados nela.” (Muller, 1995: 102).
Somos levados em nossa...
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