Droga e familia

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  • Publicado : 20 de agosto de 2012
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Introdução
O presente estudo refere-se a uma pesquisa acerca da dependência química naadolescência, seus impactos no âmbito familiar, e principalmente o papel da famíliano processo de tratamento do adolescente. Para isso, buscamos no primeirocapítulo conhecer em um breve histórico as transformações sofridas peloadolescente nesta fase de transição, apontamos o papel da família enquanto eixoquemove as relações sociais desses indivíduos e fechamos com uma discussãosobre o uso de drogas na adolescência.Entende-se que a adolescência é uma fase conflituosa da vida devido àstransformações biológicas e psicológicas vividas. Surgem as curiosidades, osquestionamentos, à vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo sabendodos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar as suas própriasdecisões.É o momento em que o adolescente procura a sua identidade, não mais se baseandoapenas nas orientações dos pais, mas também, nas relações que constrói com ogrupo social no qual está inserido, principalmente o grupo de amigos. A propósito, Nery Filho e Torres (2002), apontam que a amizade torna-se umarelação de pessoas específicas no qual o adolescente cria novos laços afetivosestabelecendoassim, um círculo social reduzido e homogêneo, em que os jovensencontram sua própria identidade num processo de interação social.Também realizamos uma análise sobre a instituição familiar, que é o eixo que moveas relações sociais dos indivíduos. Desta maneira, compreendemos que a famíliaenquanto instituição socializadora deveria ser conhecida desde seus primeirosmodelos de constituição até aos moldesmais contemporâneos onde sua estruturatoma diversas formas. A família nuclear burguesa foi e é um dos moldes mais conhecidos de estruturafamiliar, na qual os papéis são categoricamente bem definidos onde o pai é oprovedor e chefe da casa e a mãe assume o papel de esposa e a ela é designada aeducação dos filhos e organização do lar. Aquela família que não fosse composta detal maneira eraestigmatizada como desestruturada ou incompleta.O processo de modernização dos modelos de família é estigmatizado com a entradada mulher no mercado de trabalho e na complementação da renda doméstica. A partir daí, as mudanças na família conforme afirma Sarti (2003 p.43), relacionam-se com a perda do sentido da tradição. Este processo foi impulsionado basicamentepelas mulheres, a partir de um fato históricofundamental: a possibilidade decontrole da reprodução que permitiu à mulher a reformulação do seu lugar naesfera privada e sua participação na esfera pública. Atualmente, podemos observar as mais diversas formas de organização familiar,onde existem os recasamentos e a união de homossexuais. Os casamentos sãomotivados não mais pela união das famílias e sim pelo afeto, a mulher conquistousualiberdade de expressão sexual, não há mais a exigência de virgindade para quehaja o enlace matrimonial, etc.


Ao iniciarmos a discussão sobre o uso de drogas na adolescência buscamos apoionos mais diversos autores que possibilitassem o esclarecimento de questões quefazem parte de nosso cotidiano e que são tão pouco exploradas no âmbito familiar esocial. A droga aparece na adolescência muitas vezescomo uma ponte que permite oestabelecimento de laços sociais, propiciando ao indivíduo o pertencimento a umdeterminado grupo de iguais, ao tempo que buscam novos ideais e novos vínculos,diferentes do seu grupo familiar de origem (Nery Filho e Torres, 2002 p.31)Gorgulho (1996 p.163) acredita que numa situação de drogadição entreadolescentes, a família pode ajudar reconhecendo sua parcela departicipação noque está ocorrendo. Depositar toda responsabilidade no adolescente, ou comoafirma Scivoletto (2002 p.72) nas "más companhias", não só não solucionará oproblema, como também não parece muito condizente com a realidade. A autora ainda diz que muitas vezes o uso de drogas torna-se veículo onde oadolescente grita por limites ausentes. "O adolescente tem de ser limitado, permitirque ele se...
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