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UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
CURSO DE ARTES VISUAIS - LICENCIATURA

DIEGO DA SILVA DA CUNHA




















O QUE TE PRENDE TE FAZ MUDAR? : O corpo como objeto plástico expressivo e suas singularidades.

























CRICIÚMA, FEVEREIRO DE 2013“Com pedaços de mim eu monto um ser atônico.”

(Manoel de Barros) 

O que te prende te faz mudar?

O corpo como objeto plástico expressivo e suas singularidades



*Diego da Silva da Cunha



Do que seria formado o ser humano se não de falhas e suas singularidades? Trazer umaproposta que mostre a vida em uma espécie de ciclo na qual vivemos rotineiramente, buscando ressaltar o quanto somos humanos e errantes, conversa com a perspectiva do singular. Busco identificar por meio deste, o ser como produtor e solucionador de seus problemas de forma em que o corpo se comunica por meio de suas expressões, tentando aproximar vida e arte por meio de produções em que o corposerviu como objeto de estudo e observação. A imperfeição mostrada por meio da plasticidade de peças esculturais em uma instalação não permite ao espectador somente uma apreciação, como também uma interação entre tocar, sentir e até mesmo refazer a obra. O ciclo mostrando fases e etapas não vem compor um espaço imutável, pelo contrario a intervenção e mudanças feitas por espectadores tornam aproposta de mudança e transformação mais próximas dos objetivos na qual foram gerados. Mudar, recriar, refazer, recomeçar, refletir, tentar, buscar, entre tantas outras ações fazem com que o pensamento estético também se aproxime do viver cotidiano. Ao se deparar com formas expressivas o espectador, apreciador e produtor de sua própria experiência, vincula contato da plasticidade e expressão das peçascom a sua vida, momentos vivenciados são trazidos para o tempo presente como forma reflexiva.


O critério de inclusão é o consumo ou a identificação com imagens do consumo... Nas sociedades do espetáculo, só valem os sentimentos que prestam às imagens adequadas ao discurso midiático. Os ‘sentimentos desprovidos de mídia’ não têm reconhecimento, não têm expressão. Os sofrimentosnormais da vida, os lutos, as perdas, as fases da timidez, de desânimo, os momentos de recolhimento necessários à reflexão e à contemplação não encontram lugar, não são respeitados, ou então se tornam imediatamente alvo da medicina psiquiátrica. (Maria Rita Kehl). 

O tempo em que este corpo viveu e experimentou se torna presente no agora, enquanto muda neste tempo o espaço em que vive.A proposta de utilizar experiências anteriores vem de encontro a reflexão não somente do corpo, como também do tempo e espaço em que tudo já aconteceu e ressurge. Como aproximar então a vida cotidiana e corriqueira de cada um estabelecendo relação com a obra de arte? Surge agora então a questão do espaço em que esta obra é exposta. Assistindo a uma descentralização no decorrer da evolução humanasobre os pontos de arte e espaços expositivos como museus e galerias, observa-se, que não mais somente a obra ocupa estes espaços como vem ganhando novos ambientes, sendo assim buscando uma forma mais direta de comunicação com o público.


Neste momento histórico da chamada globalização ou mundialização, descolamentos constantes nos fazem sentir que o lugar de pertencimento,de aconchego – a Pasárgada – é constantemente substituído por uma necessidade de nos adaptar aos impactos da vida contemporânea e tecnológica. (Katia Canton).




A obra denominada “O que te prende te faz mudar?” vem discutir relações entre o tempo localizado no passado e no futuro, visando formas de desprendimento do antes para o agora e adiante. Atitudes, erros, ideologias passadas...
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