Dom pedro

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Introdução
Primeiro imperador do Brasil, Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon nasceu no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa, no dia 12 de outubro de 1798. Filho de Dª. Carlota Joaquina e de Dom João VI, e se torna príncipe herdeiro com a morte do irmão mais velho Antônio, em 1801.Chega ao Brasil em 1808 com a família real, era ainda menino, quando a família imperial portuguesa fugia da invasão de Napoleão Bonaparte. Ele gostava de música, de poesia e de escrever artigos para jornais, usando pseudônimos. Tinha um gosto inato pelas armas e montaria. Dom Pedro fica no país como príncipe regente quando Dom João VI retorna a Portugal, em 1821, e, no ano seguinte, proclama aIndependência do país em São Paulo. Depois da criação da independência do país, foi criado o Batalhão da Guarda do Imperador, que existe até hoje, como uma divisão do Exército, com sede no bairro de São Cristóvão.
Ele é coroado imperador do Brasil e outorga a primeira Constituição, em 1824. Por governar de forma autoritária, perde popularidade.
Casou-se aos 19 anos, com Dª. Leopoldina JosefaCarolina de Habsburgo. Tiveram 8 filhos, mas somente Dª. Maria da Glória (que veio a ser mais tarde, Rainha de Portugal, conhecida como Dª. Maria II), Dª. Januária, Dª. Francisca Carolina e D. Pedro (Pedro II, Imperador do Brasil, após a abdicação de D. Pedro I), chegaram à vida adulta.
Pedro, viúvo de D.Leopoldina, casa-se novamente em 1829 com Dª. Amélia de Leuchtemberg, com quem tem uma filha Dª. Maria Amélia.
Diante do desgaste político, em abril de 1831 resolve abdicar em favor do filho Dom Pedro II. Volta a Portugal, onde restitui sua filha ao trono, tomado por seu irmão Dom Miguel.
Durante a luta, contrai tuberculose. Assume a Coroa portuguesa como Dom Pedro IV e logo depois chega a falecer emQueluz, Portugal, no dia 24 de setembro de 1834, aos 36 anos. Em 1972, seus restos mortais são trazidos para a cripta do Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

Capítulo 1
Paixão pelo poder
Poucos protagonistas da história política do Brasil e de Portugal no século XIX foram tão estudados quanto ele.São inúmeras biografias de D. Pedro de Alcântara.
Por duas vezes abdicou do poder em favor de seus filhos. Em 1826, para Maria da Glória se tornar rainha em Portugal, e em 1831, para Pedro ser o segundo imperador do Brasil. Na sequencia, envolveu-se numa guerra contra o irmão, Miguel, que pretendia apropriar-se do poder da sobrinha e mulher, Maria da Glória. Venceu o irmão e também osadversários da filha e da monarquia constitucional que defendia para Portugal, mas não pôde usufruir inteiramente essa conquista, pois faleceu de tuberculose, em 1834, no Palácio de Queluz, nas proximidades de Lisboa, no mesmo quarto onde nascera rodeado por pinturas que reproduziam cenas de D. Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes.

Restos mortais entre Brasil e Portugal
Seuengajamento voluntarioso nessas batalhas é geralmente interpretado como heroico e vem acompanhado da convicção de que D. Pedro conseguiu criar raízes profundas, tanto lá como cá. Daí o enorme simbolismo que adquiriu a repartição de seus restos mortais entre os dois países. Desde 1835, seu coração foi depositado em relicário na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, na cidade do Porto. E, a partir de 1972,por meio de acordo diplomático luso-brasileiro, os demais restos mortais foram transladados para a cidade de São Paulo e colocados na cripta do Monumento do Ipiranga, às margens do famoso riacho, hoje córrego canalizado e poluído.
Entretanto, em paralelo a essa memória gloriosa, há outra. A que divulga a imagem de D. Pedro como um político personalista e incapaz de superar o ranço do passado....
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