Doenças viróticas e bacterianas da soja

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Introdução
Conforme dados da EMBRAPA (2005), a soja é originária da Manchúria (Mandchuria era o nome antigo), região da China. É uma das culturas mais antigas, era plantada pelo menos há cinco mil anos, espalhou-se pelo mundo por intermédio dos viajantes ingle¬ses e por imigrantes japoneses e chineses Sua aparição no Brasil deu-se no início do sé¬culo XX, mas seu impulso maior aconteceu emmeados dos anos 70, em razão da gran¬de quebra de safra da Rússia e a incapacida¬de dos Estados Unidos suprirem a demanda mundial. Nesta época o Brasil superou até a China, que era a segunda maior produtora mundial de soja com 8.500.000 toneladas, ficava logo atrás dos Estados Unidos, o maior produtor mundial até os dias de hoje.
Esta fase coincidiu com o fim do ciclo da ex¬tração da madeira noParaná, tornando-se a cultura central da região oeste. Outro fator de relevância foi o acontecimento da grande geada de 1975 que devastou os cafezais do norte do Paraná. Desta forma os fazendeiros preferiram cultivar soja ao invés do café.
Os efeitos deste remanejamento de cultura, mesmo que forçado, foram altamente saluta¬res. A agricultura que se mecanizou, as téc¬nicas de plantio evoluíram, surgirama agroin¬dústria, as cooperativas, e a infra-estrutura disponibilizada fez com que houvesse tam¬bém uma melhoria sensível nas cidades do interior em decorrência dos melhores ganhos dos produtores com esta cultura.
Mas houve também a contrapartida, o lado negativo foi à erradicação das culturas de sub¬sistência das áreas onde se passou a plantar a soja. ”As duas grandes secas que frustra¬ram acultura de soja nos anos de 1977 e 1979, obrigaram os agricultores a repensa¬rem sua preferência pela monocultura e se dedicarem com mais afinco a diversificação” (ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ES¬TADO DO PARANÁ-OCEPAR, 2005).



Classificação Botânica
Conforme dados da EMBRAPA (2004), a soja pertence à classe das dicotiledôneas, família leguminosa e subfamília Papilionoides. A es¬péciecultivada é a Glycine Max Merril. O sis¬tema radicular é pivotante, com a raiz prin¬cipal bem desenvolvida e raízes secundárias em grande número, ricas em nódulo de bac¬térias Fhisobium Japonicum fixadoras de ni¬trogênio atmosférico.
O caule herbáceo, ereto com porte variável de 0,60 cm a 1,50 m, nubescentes de pêlos brancos, parcedaneos ou tostados. É bastan¬te ramificado, com os ramos inferioresmais alongados e todos os ramos formando ângu¬los variáveis com haste principal. As folhas são alternadas, longas pecioladas, compostas de três folíolos ovalados ou lance¬olados, de comprimento variável entre 0,5 a 12,5 cm. Na maioria das variedades as fo¬lhas amarelam à medida que os frutos ama¬durecem e caem quando as vagens estão maduras. As flores nascem em racínios curtos, axilia¬res determinais, geralmente com 9 a 10 flo¬res cada um, de coloração branca, amarela ou violácea, dependendo da variedade. Os frutos são vagens achatadas, pubescen¬tes, de cor cinza, amarela palha ou preta, dependendo da variedade. Encerram duas a cinco sementes e nascem, geralmente, em agrupamento de três a cinco, de modo que se pode encontrar até 400 vagens por planta. As sementes possuem forma arredondada,achatada ou alongada. A coloração é variada (o comércio prefere as sementes ama¬relas) e o tamanho também é variado.
Entre os principais fatores que limitam a obtenção de altos rendimentos em soja estão as doenças. Aproximadamente 40 doenças causadas por fungos, bactérias, nematoides e vírus já foram identificadas no Brasil. Esse número continua aumentando com a expansão da soja para novas áreas ecomo consequência da monocultura. A importância econômica de cada doença varia de ano para ano e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. As perdas anuais de produção por doenças são estimadas em cerca de 15% a 20%, entretanto, algumas doenças podem ocasionar perdas de quase 100%.
A expansão de áreas irrigadas nos Cerrados vinha possibilitando o cultivo da...
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