Doação de órgãos

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Índice

Introdução 1

1. Transplante de Órgãos no Brasil 3

Euryclides Zerbini 5

2. Transplante de Órgãos do Doador ao Receptor 7

3. Órgãos e Tecidos para transplante 9

4. Função dos Órgãos Doados 10

5. Estado de Coma e de Morte Encefálica 12

6. Erro médico. O que fazer? 14

Direito à Saúde 18
Organize-se! 19

7. Auditoria e Erro Médico 20

8. TransplanteCardíaco Neonatal e Infantil 22

Métodos 23
Resultados 27

9. Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas 34

Histórico 34

10. TMO – Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea 35

11. Serviços Cadastrados para Realização de Transplantes – SUS 37

12. Hospitais Cadastrados para Realização de Transplantes – SUS 38

13. Transplantes Realizados – SUS 3914. Centrais de Transplantes 40

15. Lei n° 9.434 de 4 de fevereiro de 1997 44

16. Decreto nº 2.268 53

17. Comentários à Constituição 74

18. Anexos 81

I. Não-doador vai ter RG diferente 81
II. Vontade de doar órgãos cai com nova lei 83
Novo Documento 84
III. RG de não-doador começa a ser expedido 85
IV. Para Igreja, projeto prevê expropriação 87
Evangélicos 87Judaísmo 87
V. Faltam estruturas médica e hospitalar 89
VI. Homem pode receber rim de porco 91

Conclusão 92

Bibliografia 95

Introdução

Remoção de órgãos, tecidos ou células de um ser vivo ou morto seguida de sua implantação em outro da mesma espécie ou não do doador. Podem ser transplantados pele, osso, cartilagem, veias, córneas, pulmão, coração, fígado, pâncreas, rim,intestino, medula óssea, células do fígado e células do pâncreas produtoras de insulina. O transplante é indicado nos casos de falência desses órgãos, tecidos e células quando não há a possibilidade de recuperação de suas funções com outros recursos.
O doador do órgão pode ser um parente do receptor (doador vivo) ou um indivíduo com morte cerebral confirmada (doador cadáver). É semprenecessário haver compatibilidade sangüínea e imunológica entre o doador e o receptor para evitar a rejeição do organismo ao novo órgão. A rejeição ocorre em cerca de 90% dos transplantes e é bem controlada em 90% a 95% dos casos com o uso de drogas. imunodepressoras.
O principal problema hoje é a desproporção entre o número de transplantes necessários e o de doadores disponíveis. Em virtudede melhores resultados alcançados, ampliaram-se as indicações dos transplantes e, com elas, o número de pacientes em lista de espera. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico e das medidas de segurança contra acidentes levaram à redução do número de doadores cadáveres.
No Brasil estima-se que 10 mil pessoas estejam na lista de espera por um órgão. No entanto, segundo o Censo Nacionalde Transplantes de Órgãos, foram realizados 1.462 transplantes entre 1º/1/1997 e 30/6/1997.
Para tentar reduzir a espera, foi aprovada em 1997 uma nova lei de transplantes, que estabelece a doação presumida. Todo indivíduo com morte cerebral será doador de órgãos a menos que em vida tenha incluído o aviso "não doador" em sua carteira de identidade.
É preciso informar a populaçãoe esclarecê-la a respeito de todos os tópicos sobre a doação de órgãos, as leis e os direitos de cada cidadão que se encontre em situação por ela abrangida para que se cumpra o perfeito espírito da lei sem danos a quem quer que seja.

1. Transplante de Órgãos no Brasil

A atividade de transplantes de órgãos com finalidade terapêutica teve início no país na década de 60. Nos anosseguintes, este tipo de tratamento não se difundiu face à baixa sobrevida dos pacientes transplantados.
Na década de 80, com o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas, de equipamentos de manutenção da vida dos pacientes, com a possibilidade de determinação da compatibilidade entre doador e receptor e dos medicamentos contra rejeição, o transplante de órgãos se difundiu no país.
A...
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