Ditadura militar

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INTRODUÇÃO

O período militar ocorreu no Brasil no período de 1964 a 1984. O golpe dá aos
militares um imenso poder. Nesta época, houve por um lado, a manifestação formal do
regime militar nos Direitos Humanos, e por outro lado, inúmeras práticas foram adotadas
com violência e tortura contra as pessoas que se mostravam detentoras de uma conduta
negativa em relação ao regime.Em nome da “segurança nacional” e do combate à “subversão comunista”, milhares
de pessoas foram torturadas e mortas. Muitas delas desapareceram sem deixar rastros e
notícias. Os militares utilizaram muitos meios para que esta repressão militar atingisse o
seu objetivo.

O governo deteve o controle dos meios de comunicação e passou a permitir a veiculação de apenas o que eraconveniente ao Regime. Os fatos eram omitidos, distorcidos ou recriados. Enquanto a Linha Dura divulgava a ilusão do “Milagre Econômico”, a imprensa e classe artística usavam sua criatividade para criar subterfúgios que pudessem driblar a censura e alertar a população. Por exemplo, várias vezes a Folha de São Paulo publicava receitas culinárias, incompletas ou impossíveis, na capa do jornal, no lugar dematérias censuradas.
Os anos em que o Brasil esteve submetido à Ditadura Militar significaram um atraso ao desenvolvimento da estrutura social brasileira que carece de elucidações contundentes e modernizadoras. O país ainda sofre as conseqüências de uma política governamental frágil. O Estado é vulnerável a manobras manipuladoras em função de interesses individuais, enquanto coletivo permaneceem segundo plano. A população atuante forma uma massa pouco expressiva e ainda despreparada frente aos desafios sociais. A busca pela compreensão do processo histórico democrático é um elemento somatório ao fortalecimento aos direitos de cidadania.

A crise que levou ao golpe de 64 começa com a renúncia do presidente Jânio
Quadros em julho de 1961, após sete meses de governo. Devido a suapolítica, que se
mostrava de esquerda para os políticos que eram contra o Comunismo, Jânio perdeu o
apoio político que precisava para se manter no governo.
A sua política externa foi um exemplo. Defendeu com vigor o direito de
autodeterminação de Cuba, no momento exato em que os Estados Unidos
precisavam de aliados – principalmente do Brasil – para liquidar o regime
cubano. Usoue abusou do discurso de independência, conquistando o
respeito pela soberania da sua política externa. [...] Não ficou só nas
palavras: reatou relações diplomáticas com os países do leste europeu;
mandou representantes às conferências de Cairo e Belgrado, defendendo

posições hostis aos Estados Unidos: e, talvez o mais importante, apoiou o
ingresso da China Popular na ONU(Organização das Nações Unidas).
Com o presidente Frondizi, da Argentina, tentou formar uma frente para
resistir à ingerência dos Estados Unidos na política dos países sulamericanos.
Recusou as pressões de enviados do governo norte americano
(Adolf Berle e Moors Cabot) para ‘amenizar’ sua política externa.
Convidou o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (na época,
umaespécie de ‘demônio’ para a direita), para integrar a missão brasileira
na conferência de Punta Del Este. Defendeu a libertação dos povos
africanos, opondo-se a política imperialista de Portugal, apoiada pelos
Estados Unidos. Finalmente, Condecorou o astronauta soviético Iúri
Gagárin e, culminando, fez o mesmo com Che Guevara, o símbolo da
Revolução Cubana (CHIAVENATO, 1997, p. 10).
Seuvice João Goulart assumiu a presidência depois de muitos conflitos, pois
também não era visto com bons olhos pelos mesmos que forçaram Jânio Quadros à
renúncia. As reformas que João Goulart trouxe ao seu governo assustaram as elites. Em
março de 1964, depois de rebeliões, da perda da sustentação popular e da perda do apoio
dos políticos, militares e políticos de direita se unem e...
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