Distorica no trabalho de parto

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INSTITUTO SUPERIOR DE APLICADA-INTA
ESPECIALIZAÇÃO: ENFERMAGEM OBSTÉTRICA E NEONATAL
DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA AO PARTO DE ALTO RISCO
PROFESSORA: LÉA PIMENTEL

ASSISTENCIA AO PARTO DE RISCO : apresentação pélvica

Tâmia Queiroz Lira
Larisse Alves

Sobral – CE
2012

DISTÓCIAS

Distócias são dificuldades encontradas naevolução de um trabalho de parto, tornando uma função difícil, impossivel ou perigosa para a mãe e para o feto.
TIPOS DE APRESENTAÇÕES PÉLVICAS. DIAGNÓSTICO
ESTÁTICA FETAL
A apresentação pélvica completa (denominada de pelvipodálica) é aquela em que as coxas e as pernas estão fletidas, com os pés junto às nádegas
Na apresentação pélvica incompleta, também chamada de agripina ou modo de nádegas(pélvica simples - Magalhães) as coxas estão fletidas sobre a bacia e as pernas estendidas sobre a face anterior do tronco, portanto os pés se localizam próximos à cabeça
A apresentação pélvica incompleta é a mais freqüentemente encontrada em exames ultra-sonográficos próximos ao termo.
A linha de orientação é o sulco interglúteo, desempenhando, sob o ponto de vista da variedade de posição, o mesmopapel que a sutura sagital na apresentação cefálica. O ponto de referência fetal é o sacro.
A variedade de posição esta indicada pela letra S (SEA, SET, SEP, SDP, SDT, e SDA, conforme o sacro esteja voltado para a esquerda, para a direita, para frente ou para trás). A posição mais freqüente é a esquerda e as variedades mais encontradas são as anteriores.
Alguns autores consideram outrasmodalidades nas apresentações pélvicas incompletas, como o modo de joelhos ou o de pés, quando estas regiões ocupam o estreito superior da bacia, mas o seu pequeno volume não impõe característica especial ao mecanismo de parto.
Na frente de um caso de apresentação pélvica vamos considerar:
1. A anamnese
2. O toque vaginal
3. Exameabdominal (manobras do Leopold)
4. A ultrasonografia

A ANAMNESE
Ao se colher a história clínica, pode chamar a atenção:
1. o antecedente de um ou vários partos pélvicos anteriores (em se tratando de multíparas),
2. o fato da paciente não haver notado um alívio no epigástrio nas duas últimas semanas de gestação e não haver percebido os sintomas de compressão dos órgãospélvicos.
3. Por vezes as pacientes podem referir sensação de corpo arredondado e consistente próximo ao epigástrio, e sensação de movimentação de pequenas partes no baixo ventre.
4. Pode também referir dor subcostal, que se deve à pressão exercida pela cabeça fetal no fundo do útero
5. sensação de plenitude gástrica, que desaparecem se a apresentação pélvica se transforma emcefálica.

AVALIAÇÃO PELO ENFERMEIRO – PRÉ NATAL

EXAME ABDOMINAL
A palpação do abdome materno deve ser sistematicamente efetuada a cada consulta pré-natal, para a identificação precoce dos parâmetros da estática fetal servindo de base para a orientação da conduta a ser seguida.
1. No primeiro tempo da manobra de Leopold, tipicamente encontra-se o pólo cefálico ocupando o fundo uterino, sediferenciando do pólo pélvico pela sua forma arredondada, consistência dura e rechaço característico.
2. O segundo tempo indica a posição do dorso do feto e das “pequenas partes” (plano irregular e menos resistente). Em caso de dúvida, pode-se exercer pressão no fundo uterino, com a qual o feto se flexiona, tornando o plano dorsal mais acessível (manobra de Budin).
3. No terceiro tempo, se ainsinuação ainda não ocorreu, a nádega é encontrada móvel acima do estreito superior da bacia.
4. Após a insinuação, o quarto tempo mostra a nádega fixa atrás da sínfise púbica. A nádega é identificada como formação irregular, consistente, porém redutível, diferenciando-se da cabeça, mais dura e irredutível.
O maior foco de ausculta dos batimentos cardíacos fetais se encontra acima da...
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